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Esportes

Presidente do Fluminense minimiza situação de famílias endividadas por bets

Ao equiparar o drama da falência familiar ao desemprego no futebol, Mattheus Montenegro ignora a gravidade da crise na saúde pública

03/11/2026 15:05, atualizado 03/11/2026 15:06
Reprodução / YouTube
Presidente do Fluminense minimiza situação de famílias endividadas por bets

O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou nesta terça-feira (3/11) que a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, pode provocar desemprego no futebol brasileiro. A declaração ocorreu durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que debate a constitucionalidade da medida provisória responsável por vetar a atividade no país.

 

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Segundo ele, o encerramento dos contratos de patrocínio com empresas do setor afetará toda a cadeia do esporte, atingindo com mais força os clubes de menor porte.

“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, especialmente das agremiações menores com base nessa perda de receita”, afirmou.

Durante a manifestação, o dirigente reconheceu os impactos sociais do endividamento provocado pelas apostas, mas argumentou que a perda de receitas dos clubes também precisa ser considerada pela Corte.

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“Eu ouvi muito se falar sobre drama, o drama das famílias, o drama do endividamento, e isso é verdade. O Fluminense não nega isso. Só que também, excelência, existe um drama do desemprego. O que os clubes vão fazer se a receita acabar?”, questionou Montenegro.

A audiência pública foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da ação movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias contra a proibição das bets no Brasil.

A fala de Mattheus Montenegro repercutiu de forma negativa nas redes sociais. Internautas condenaram o comentário do dirigente do Fluminense como oportunista.