Presidente da CBAt aponta salto financeiro e nova era do atletismo
Presidente da CBAt, Wlamir Motta destaca aumento de investimentos e programas sociais como motores da evolução do esporte no país
atualizado
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O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, afirmou que o atletismo brasileiro vive um salto financeiro e estrutural em comparação às décadas anteriores. Ex-atleta e recordista sul-americano no arremesso de peso, ele destacou que o cenário atual é resultado de políticas públicas, expansão de projetos sociais e maior valorização do esporte.
“Os tempos são outros. Os investimentos têm muito a crescer, mas nós já vemos políticas públicas entendendo que o esporte é uma ferramenta de transformação socia, de inclusão. Ele alcança a saúde, a segurança, qualidade de vida”, disse o presidente em entrevista exclusiva ao Metrópoles.
Confira a entrevista na íntegra:
Segundo Wlamir, o crescimento do atletismo acompanha esse novo entendimento institucional e social sobre o papel do esporte no país. Esse cenário tem permitido maior acesso à prática esportiva e fortalecimento da base em diferentes regiões do Brasil.
“Nós temos hoje no Brasil um grande diferencial, que é o programa Bolsa Atleta, que é o maior programa de bolsas esportivas do mundo. Então acho que isso tem sido um grande diferencial. Muitos estados e muitos municípios também têm aderido a isso. Então nós temos grandes investimentos”, afirmou.
Wlamir ressaltou que a ampliação dos programas de formação tem sido fundamental para o crescimento da modalidade. A CBAt mantém atualmente dezenas de centros de desenvolvimento, atendendo milhares de jovens em todo o país, com acesso gratuito e acompanhamento técnico.
Ele também comparou o cenário atual com sua trajetória como atleta, nos anos 1980, quando havia pouca estrutura e praticamente nenhum suporte financeiro. Para o presidente, a mudança é decisiva para o avanço do atletismo brasileiro.
“No meu tempo, na década de 80, nós tínhamos que pagar tudo. O atleta tinha que pagar tudo. Para você ter ideia, eu fui, durante seis anos, atleta da Seleção Brasileira. Eu nunca ganhei uniforme. Nós tínhamos que usar uniforme, devolver. Quer dizer, você recebia uniforme, participava da competição e devolvia”, concluiu.
Com uma estrutura mais sólida, o Brasil também colhe resultados dentro das pistas, com nomes como Caio Bonfim e Alison dos Santos entre os destaques internacionais. Para Wlamir, a combinação entre base forte e atletas de elite consolida uma nova fase do atletismo no país.













