Brasília vence potências e sediará Mundial de Marcha Atlética inédito

Presidente da CBAt revela como a capital federal superou candidaturas da Europa para receber o evento histórico em abril

atualizado

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Foto colorida marcha atlética - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida marcha atlética - Metrópoles - Foto: Luke Hales/Getty Images

Brasília será palco de um feito inédito no atletismo mundial no dia 12 de abril. Pela primeira vez, o Mundial de Marcha Atlética acontecerá no hemisfério sul, após a capital brasileira superar candidaturas tradicionais e garantir o direito de sediar o evento em abril. A competição reunirá atletas de mais de 40 países e colocará o Brasil no centro da modalidade.

Em entrevista ao Metrópoles, o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Wlamir Motta Campos, destacou o peso histórico da conquista e o grau de dificuldade para tirar o evento do eixo tradicional.

“Um evento histórico pela primeira vez no Hemisfério Sul. Já são mais de 30 edições, sempre no hemisfério norte. Eu costumo dizer que, se fosse fácil, todos fariam. Então a razão de nunca ter sido realizada no hemisfério sul é porque é muito difícil e trabalhoso você fazer um campeonato mundial. E para nós, a marcha atlética hoje é o principal grupo de provas do Brasil”, disse o mandatário.

Confira a entrevista completa na íntegra:

A escolha de Brasília representa mais do que sediar uma competição. O evento é tratado como um passo estratégico para ampliar a visibilidade da marcha atlética, modalidade que, apesar de resultados expressivos, ainda busca maior reconhecimento no país.

A CBAt aposta no Mundial como ferramenta de transformação. A presença de centenas de atletas e comissões técnicas deve impulsionar o interesse de professores, jovens e novos praticantes, criando um efeito direto na base do esporte.

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Caio Bonfim chegou a liderar a marcha de 20 km nos Jogos Olímpicos de 2024
Atleta é a melhor marchadora do Brasil
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Atleta é a melhor marchadora do Brasil
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Acredito que, com o campeonato mundial, nós teremos a massificação. Nós teremos também a capacitação de muita gente e professores que estão conhecendo a marcha, que estão se interessando cada vez pela marcha e fazendo ela crescer”, afirmou Wlamir.

Para conquistar o direito de sediar o Mundial, o Brasil precisou superar concorrentes de peso no cenário internacional. Países com tradição na marcha atlética apresentaram candidaturas, o que elevou o nível da disputa e valorizou ainda mais a escolha por Brasília.

“Nós disputamos com o Equador, com a Espanha e com a Polônia, quer dizer, três países com muita tradição. Todos esses países, até o Equador, que, apesar de ser um país menor, tem campeões mundiais e campeões olímpicos como o vice-presidente do Comitê Olímpico do Equador, foi recordista, foi campeão olímpico da marcha atlética. Nós conseguimos, do mesmo jeito, sediar o evento”, concluiu.

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