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Esportes

Presidente da AFA nega celular confiscado e critica operações do FBI

Ação contra membros da Associação de Futebol Argentino aconteceu antes do retorno da seleção para Buenos Aires após vice na Copa do Mundo

23/07/2026 07:49
Hector Vivas - FIFA/FIFA via Getty Images
Presidente da AFA nega celular confiscado e critica operações do FBI

Presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio “Chiqui” Tapia, se manifestou sobre a operação do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), que atingiu membros da entidade. O dirigente negou ter tido o celular confiscado e emitiu um comunicado “a todos os argentinos”.

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Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
Presidente da AFA, Chiqui Tapia.
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Presidente da AFA, Chiqui Tapia.

Marcelo Endelli/Getty Images
Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
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Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino

Tomas Cuesta/picture alliance via Getty Images
Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino
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Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino

Tomas Cuesta/picture alliance via Getty Images

Em publicação nas redes sociais, Tapia foi direto sobre o assunto. O presidente da AFA pediu para que as operações contra a entidade que comanda o futebol na Argentina sejam cessadas.

“Não se deixe levar por mentiras ou pelas operações que só buscam desestabilizar. Chega de tentar enfrentar quem tanto deu para o nosso futebol. As operações passam. O compromisso, o trabalho e o coração da nossa seleção são para sempre”, disse Tapia em trecho da nota (confira a íntegra ao fim da matéria).

Confisco de celular

Antes do retorno da seleção argentina para Buenos Aires no dia 20 de julho, o Departamento Federal de Investigação (FBI) teria confiscado os celulares do presidente e dos membros da Associação do Futebol Argentino (AFA) em Nova York. Porém, em comunicado, a AFA negou a ação.

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Segundo os jornais argentinos Infobae e Clarín, além do presidente da AFA, Chiqui Tapia, também tiveram pertences confiscados pelo FBI: Pablo Toviggino, tesoureiro da entidade, e os empresários Diego Lucero e Javier Faroni.

Vale lembrar que Tapia e Toviggino são investigados por fraude e peculato em relação a ações na Associação do Futebol Argentino.

De acordo com as publicações argentinas, os dirigentes devem comparecer ao Tribunal Distrital da Flórida no dia 30 de julho. Eles teriam sido intimados para explicar às autoridades americanas sobre suposto desvio de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) por meio de empresas de fachada.

Uma das empresas citadas é a TourProdEnter, criada por Javier Faroni, que possui sede no estado americano da Flórida. A companhia é apontada como a cabeça do esquema de lavagem de dinheiro atribuído a Chiqui Tapia. Por ela, haveria desvio de recursos de patrocínios.

Em comunicado à imprensa, a AFA desmentiu a informação de que o celular de Tapia foi apreendido durante a operação. A entidade destacou ainda que o presidente e o tesoureiro não foram intimados pelo Tribunal da Flórida, mas sim uma terceira pessoa.

Confira a nota de Claudio Tapia

“A todos os argentinos:
Não foi possível vencer a Espanha. Eles foram superiores, venceram com méritos, e é preciso reconhecer isso. No esporte, também se aprende ao aceitar as derrotas com a mesma grandeza com que se celebram as vitórias.
Sim, perdemos uma final. Mas também é verdade que este grupo vinha proporcionando uma enorme alegria ao país. A Argentina havia comemorado poucos dias antes porque esta equipe voltou a demonstrar por que representa tanto para o nosso povo.
Dói perder. Dói porque somos competitivos, porque somos a seleção mais vencedora da história e porque o segundo lugar nunca nos satisfaz. Dói porque estamos acostumados a lutar até o fim e porque seguimos sendo uma das duas melhores seleções do mundo.
Mas vamos parar a bola por um momento. Pensemos no sacrifício desses jogadores, da comissão técnica e de cada pessoa que trabalhou durante mais de 50 dias longe de suas famílias, com um único objetivo: representar a Argentina da melhor maneira possível.
Somos argentinos. Competimos com garra, paixão e coração. Damos tudo em cada treinamento e em cada partida.
Também representamos toda a América com enorme orgulho. Defendemos nossas cores, nossa bandeira e nosso país em cada campo do mundo.
Por isso, não se deixem levar pelas mentiras nem pelas campanhas que buscam apenas desestabilizar. Basta de tentar colocar uns contra os outros aqueles que tanto fizeram pelo nosso futebol.
Hoje é momento de agradecer, de apoiar e de reconhecer esses jogadores que voltaram a deixar a alma em campo.
As campanhas passam. O compromisso, o trabalho e o coração da nossa Seleção permanecem para sempre.
Aqui não há desculpas. Aqui se joga futebol. E esta seleção seguirá representando a Argentina com o orgulho de sempre.
Vamos, Argentina.
CT”.