Paralimpíadas de Inverno: oito delegações anunciam boicote à abertura
A medida surge em meio a uma onda crescente de boicotes à parada das nações durante a cerimônia, motivados pela guerra em curso na Ucrânia
atualizado
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Alemanha, República Tcheca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Polônia, Holanda e Ucrânia anunciaram que boicotarão a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. O evento está marcado para sexta-feira (6/3), na Arena de Verona, na Itália.
A decisão foi confirmada e endossa o protesto contra a autorização do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) para que atletas da Rússia e de Belarus compitam sob suas bandeiras nacionais e ouçam seus hinos oficiais.
A medida surge em meio a uma onda crescente de boicotes à parada das nações durante a cerimônia, motivados pela guerra na Ucrânia, iniciada pela invasão russa em 2022.
A delegação alemã não participará do desfile de nações na abertura, mas manterá a presença nos Jogos e participará de gravações pré-produzidas para a cerimônia, garantindo que os atletas não sejam prejudicados na competição. A ministra de Estado para o Esporte e Voluntariado da Alemanha, Christiane Schenderlein, também confirmou que não comparecerá ao evento.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, saudou publicamente a decisão alemã, classificando-a como “baseada em valores claros” e agradecendo o apoio do governo federal alemão à posição ucraniana.
Relembre
O IPC decidiu, em setembro de 2025, reintegrar plenamente atletas russos e bielorrussos (seis da Rússia e quatro de Belarus foram convidados), permitindo o uso de símbolos nacionais — uma reversão da neutralidade imposta desde 2022.
A medida gerou forte rejeição entre nações que veem nisso uma normalização da agressão russa, apesar de o IPC argumentar que o esporte deve permanecer inclusivo e separado da política.
A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Inverno 2026 ocorrerá em Verona, enquanto as competições principais acontecem em Milão e Cortina d’Ampezzo entre 6 e 15 de março. O boicote, até o momento, se limita à solenidade inaugural e não afeta a participação dos atletas nas disputas.
