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Martinelli se oferece para substituir Raphinha: "Já fiz a direita"

Ponta-esquerda de origem, Martinelli já jogou no lado oposto tanto pelo Arsenal quanto pela Seleção, já com Ancelotti

22/06/2026 18:09
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Ruano Carneiro/Getty Images
Foto colorida de Gabriel Martinelli - Metrópoles

O atacante Gabriel Martinelli pode ser uma surpresa para o jogo contra a Escócia, como eventual ocupante da vaga deixada por Raphinha no ataque da Seleção Brasileira. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (22/6), o atacante do Arsenal afirmou que prefere atuar pelo lado esquerdo, mas garantiu estar preparado para jogar na direita caso seja a escolha de Carlo Ancelotti para o duelo contra a Escócia.

Ao comentar a disputa pela posição, Martinelli lamentou a ausência do companheiro e destacou a versatilidade do setor ofensivo brasileiro.

“Primeiro, a gente fica triste pelo que aconteceu com o Raphinha. A gente reza para que ele consiga voltar o mais rápido possível”, começou o atacante. Em seguida, ele explicou que já está acostumado a desempenhar diferentes funções no ataque.

“Eu, particularmente, prefiro jogar na esquerda. Mas no Arsenal já fiz bastante à direita. Fiz um pouco também no jogo contra a França aqui com o Ancelotti pela direita.”

“É deixar isso nas mãos do professor. Ele que decide. Com certeza, todos ali estão dando o nosso melhor dentro de campo para estar preparados”, concluiu. “Se ele falar para jogar de lateral direita, eu falo: ‘Claro, mister, pode colocar’.”

A definição do substituto de Raphinha é uma das principais dúvidas da Seleção Brasileira para a partida contra a Escócia, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Martinelli, que entrou bem na vitória sobre o Haiti, aparece entre os candidatos à vaga ao lado de outras opções do setor ofensivo.

Premier League x Copa

Durante a coletiva, o atacante também foi questionado sobre a intensidade dos jogos na Copa. Em resposta, Martinelli destacou que as condições climáticas têm dificultado que as equipes atuem no mesmo nível físico apresentado em seus clubes, e também citou o pouco tempo de convivência entre os atletas das seleções como outro elemento que interfere no rendimento.

“Às vezes, não estão acostumados a jogar tanto com os mesmos jogadores. Não jogam há muito tempo”, explicou. “Eu, particularmente, acho que a Premier League ainda continua sendo mais intensa que essa Copa, pelo calor, pelos campos que a gente vem jogando. Mas, com certeza, está sendo uma Copa muito bonita, com jogos de qualidade e de alta intensidade”, completou.

“A Premier League é muito intensa. Mas pelo clima aqui também, está muito calor. Os jogadores, às vezes, não conseguem botar o mesmo nível que fazem na liga que jogam”, acrescentou Martinelli.