Lucas di Grassi se aposenta após 32 anos de carreira no automobilismo
Ex-F1 e campeão mundial da Fórmula E em 2017, brasileiro encerrou a carreira aos 42 anos após a rodada dupla de Londres

Lucas di Grassi encerrou a carreira de piloto após 32 anos no automobilismo. Aos 42 anos, o brasileiro disputou as últimas corridas da Fórmula E pela Lola Yamaha nesse domingo (16/8) e se despediu das pistas.
O encerramento aconteceu na rodada dupla que finalizou a temporada da categoria elétrica. Di Grassi não completou nenhuma das duas provas e terminou o campeonato em 17º lugar, com 32 pontos.
O piloto foi um dos nomes que ajudaram a construir a Fórmula E. Ele participou da temporada inaugural, em 2014, venceu a primeira corrida da história da categoria, em Pequim, e conquistou o título mundial na temporada 2016/17. Ao longo de 12 temporadas, somou 13 vitórias, 41 pódios e quatro poles.
Antes de chegar à categoria elétrica, Di Grassi passou por competições como Fórmula 3 e GP2, onde foi vice-campeão em 2007. Em 2010, disputou a Fórmula 1 pela Virgin Racing. Também competiu no Mundial de Endurance e conquistou três pódios nas 24 Horas de Le Mans.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA carta de despedida na íntegra
“Essa foto vale mais do que mil palavras. Hoje corro na Fórmula E pela última vez.
Depois de 30 anos no automobilismo, é hora de pendurar o capacete. Mas, quando olho para esta foto, não penso no fim da minha carreira. Isso é sobre o que vem a seguir.
Durante três décadas, as corridas me ensinaram que talento nunca é suficiente.
É preciso determinação para continuar quando as coisas não estão funcionando, quando o carro não é rápido o bastante, quando as pessoas duvidam de você, quando você perde, quando você falha.
É preciso uma vontade quase irracional de vencer.
E, acima de tudo, é preciso foco extremo e a capacidade de ignorar o barulho, comprometer-se completamente com um objetivo e continuar avançando muito depois que a maioria das pessoas teria parado.
Essas qualidades me levaram de uma criança que sonhava em correr de carro a competir no mais alto nível do automobilismo por 20 anos.
Agora olho para o meu filho. Meu tempo atrás do volante está chegando ao fim.
A geração dele está apenas começando.
Não sei o que ele vai escolher fazer, e não precisa ser automobilismo. Mas, seja o que for, espero que ele se entregue completamente. Espero que sonhe grande, aprenda a perder, se levante, trabalhe mais duro e nunca aceite que algo é impossível simplesmente porque ninguém fez antes.
Uma geração eventualmente precisa sair do caminho para que a próxima possa ir mais longe.
Hoje, tiro o capacete.
E, olhando para esta foto, sei exatamente para onde está meu foco agora.”
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