Ketleyn Quadros faz história e leva o ouro no Grand Slam de Judô
Bronze em Pequim, em 2008, brasiliense conquista primeiro título da competição na carreira e se coloca em boa posição na corrida olímpica
atualizado
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A brasiliense Ketleyn Quadros dificilmente esquecerá a tarde desta segunda-feira (07/10/2019). Lutando em casa, seis dias depois do aniversário de 32 anos, a lutadora conquistou nada menos que o título da etapa de Brasília do Grand Slam. Em uma final brasileira na categoria até 63kg, a medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim, em 2008, bateu Alexia Castilhos, sua companheira de treinos na Sogipa, para conquistar uma edição da competição pela primeira vez na carreira.
Lutando desde o primeiro combate com o apoio da torcida, a dona da casa fez apresentações irretocáveis, em que pouco foi ameaçada. Luta a luta, ela construiu o caminho até a grande decisão, onde enfrentou Castilhos, oito anos mais nova. A experiência, porém, falou mais alto e a brasiliense, nascida na Ceilândia, conquistou um ippon, para delírio do público, que lotou as arquibancadas montadas no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).
Com a vitória confirmada, Ketleyn não hesitou e correu para próximo do público. Entre familiares e amigos, como a ex-judoca brasiliense Érika Miranda, ela também deu carinho para o público e posou para fotos e deu autógrafos.
“Estou muito feliz. Primeiro pela conquista desse evento tão importante, que soma pontos importantes para quem está na caminhada olímpica. Ter o privilégio de participar na terrinha, na cidade do coração, é uma vantagem que a gente tem. Ter o clima e a torcida a favor não é determinante, mas influencia muito a favor. A população de Brasília veio em peso apoiar em plena segunda-feira”, disse, em conversa com a imprensa na zona mista.
Apesar de feliz com a conquista do título, Ketleyn vê ainda um longo caminho a ser percorrido buscando o objetivo, que é um lugar em Tóquio, nos Jogos Olímpicos do ano que vem. Ela, porém, acredita que treinar diariamente com uma rival direta pela vaga pode ser algo benéfico. Há cerca de um ano e meio, a brasiliense, que defendeu o Minas Tênis Clube por 12 anos, passou a competir pela tradicional Sogipa, do Rio Grande do Sul.
“Essa final mostra o trabalho que vem sendo feito. A gente vem se preparando, disputando (a vaga) ponto a ponto. Ver as duas em uma final mostra que o trabalho está sendo bem feito. Contanto que as duas estejam brigando por medalhas, estamos satisfeitas. Nós treinamos com o mesmo grupo, com o mesmo técnico, viajamos juntas. No judô, nós treinamos com os nossos adversários e esta é a maior forma de crescer”, opina.
Guilherme Schmidt é eliminado
Outro brasiliense a subir nos tatames montados no CICB, o jovem Guilherme Schmidt, na categoria até 81kg, foi derrotado na terceira luta na competição pelo turco Vedat Albayrak e, com o revés, caiu para a repescagem. Na última chance de brigar por um lugar na disputa de medalhas, o judoca de 18 anos, o mais jovem da Seleção Brasileira neste Grand Slam, foi desclassificado diante do russo Alan Khubetsov e deu adeus definitivo à disputa. O brasiliense deixou o tatame aos prantos. Esta foi a primeira participação dele em uma etapa do Grand Slam.





