Juíza do caso Maradona é destituída após participar de documentário
Nesta terça (18/11), a Justiça da Argentina destituiu a juíza Julieta Makintach, acusada de cometer abuso de autoridade
atualizado
Compartilhar notícia

A Justiça da Argentina destituiu, nesta terça-feira (18/11), a juíza Julieta Makintach, acusada de participar de um documentário clandestino sobre o julgamento da morte do ex-jogador Diego Maradona. O tribunal alegou abuso de autoridade e retirou ela do caso por decisão unânime.
Segundo a corte, a magistrada participou das gravações quando ainda integrava o júri que julgava o caso. Ela ainda responde por outras acusações. Além dela, outros dois magistrados que faziam parte do caso renunciaram suas posições.
Em março deste ano o julgamento foi anulado após o processo ser declarado inválido pelo tribunal responsável. A anulação aconteceu pelos mesmos motivos que geraram a destituição da juíza Julieta Makintach. Outra sessão sobre o ocorrido será iniciada no dia 17 de março de 2026, com novos magistrados, selecionados através de sorteio.
Caso Maradona
Os médicos que cuidaram de Diego Maradona nos últimos dias de sua vida são alvo de investigação e serão julgados na Argentina. Ao todo, sete profissionais são acusados de negligenciarem os cuidados com um dos maiores ídolos do futebol argentino, que faleceu em novembro de 2020.
Além de Leopoldo Luque, neurocirurgião, serão julgados: Agustina Cosachov (psiquiatra), Carlos Diaz (psicólogo), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro).
Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral devido a um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino.














