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Jogos Olímpicos 2016

Xodó na natação, atleta de Gana de 14 anos já sonha com os Jogos de 2020

Única nadadora do país no Rio de Janeiro, Kaya Adwoa Forsson foi aplaudida por todo o Estádio Aquático Olímpico após competir nos 200m livre

09/08/2016 08:40
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Reprodução
Xodó na natação, atleta de Gana de 14 anos já sonha com os Jogos de 2020

A natação nos Jogos Olímpicos não é feita apenas de recordes mundiais, grandes estrelas e desempenhos fantásticos. Há espaço também para pessoas que, mesmo não conseguindo marcar os melhores tempos do mundo, chamam a atenção por sua história de vida. É o caso de Kaya Adwoa Forson, de apenas 14 anos, que foi aplaudida por todo o Estádio Aquático Olímpico na segunda-feira (8/8) após competir nos 200 metros livre.

O tempo da garota, de 2min16s02, é 21 segundos mais lento que da estrela norte-americana Katie Ledecky. Mesmo na última colocação e fora da disputa, ela festejou a chance. “Tenho 14 anos e essa é uma experiência única na vida. Foi uma das maiores que tive até agora e espero continuar treinando para poder voltar aos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. De preferência ao lado da minha irmã Zara”, afirmou.

Ela representa Gana – é a única nadadora do país no Rio de Janeiro –, mas nasceu no Canadá. Ela aproveitou a oportunidade para nadar pela nação de seus avós e confessa que adorou a experiência. “Sou muito sortuda por poder fazer isso com essa idade. Acho que isso pode mostrar a todo mundo – especialmente às mulheres de Gana – que tudo é possível. Não importa sua idade”, disse.

Kaya aprendeu a nadar no Caribe, onde morou por dez anos. “Sempre amei a água. Quando tinha três anos de idade, meu pai me jogava na piscina, e eu passava horas ali. Nós vivíamos numa pequena ilha, e nadar ali era uma parte da cultura. Nós tínhamos de nadar. Foi algo natural”, conta.

A experiência no Rio está sendo incrível para a adolescente, mas só falta uma coisa para ela ser completa: um encontro com Michael Phelps. “Eu vi ele e foi incrível, mas ainda não cheguei perto o suficiente para tirar uma selfie. Também gosto da Missy Franklin e da Katie Ledecky, que é incrível porque ganhou uma medalha de ouro quando era um ano mais velha do que eu. Ela me inspira a sonhar com isso.”