Jogadores da Seleção de Flag Football são investigados por misoginia
Jogadores de Flag Football são acusados de misoginia contra atletas e profissionais da saúde da modalidade. Processo tramita em sigilo

Jogadores da Seleção Brasileira Masculina de Flag Football estão envolvidos em um escândalo de misoginia contra atletas mulheres e profissionais da saúde que trabalham na categoria. O esporte é uma modalidade análoga ao futebol americano.
Procurada pelo Metrópoles, a Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) informou que os procedimentos seguem sob tramitação, mas não quiseram se manifestar sobre o caso.
Veja o comunicado:
A CBFA não tem nada a manifestar neste momento.Eventuais procedimentos relacionados ao tema tramitam sob sigilo, razão pela qual a Confederação não irá comentar, confirmar ou detalhar qualquer informação.
Ressaltamos, ainda, que a divulgação indevida de informações protegidas por sigilo poderá gerar responsabilização de quem a fizer.
A CBFA, por dever institucional e respeito às normas aplicáveis, não irá confirmar, comentar ou detalhar eventuais denúncias, comunicações ou procedimentos internos relacionados ao tema.
Toda e qualquer matéria que envolva apuração, quando existente, tramita sob sigilo, com preservação das partes, testemunhas e demais envolvidos.
A Confederação reforça seu compromisso com um ambiente esportivo seguro, ético e respeitoso, mas não se manifestará sobre casos concretos fora dos canais próprios.
O episódio envolve jogadores que possuem destaque no cenário nacional da modalidade. As mensagens de teor misógino teriam sido publicadas em um grupo nas redes sociais em que os atletas faziam comentários com conotação sexual, além de planejarem como dopar as vítimas que também praticam o esporte.
Os supostos jogadores envolvidos apagaram as redes sociais.
A repercussão ganhou força nos bastidores dos clubes e fãs que acompanham o esporte no Futebol Americano. A partir disso, alguns times postaram notas de repúdio e lamentaram o ocorrido.
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O Flag Football Brasil, página que cobre diariamente a modalidade no país, também se pronunciou sobre a polêmica. Em postagem nas redes sociais, o órgão disse que o episódio é revoltante e que o esporte precisa ser um espaço de acolhimento e pertencimento às atletas.
Veja a postagem:
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À comunidade do flag football brasileiro,Esse esporte é feito por e para mulheres também. Isso nunca foi só um detalhe pra nós, é parte de quem somos.
E é por isso que é tão frustrante e indignante que, ainda em 2026, a gente precise escrever uma carta como essa. Os relatos que vieram à tona nos últimos dias nos chocaram profundamente. A todas e todos que se sentiram, de alguma forma, desrespeitados, reafirmamos nosso apoio e nosso compromisso em manter o flag football como um espaço de acolhimento e pertencimento para todas e todos.
Vamos continuar trabalhando, com atletas, equipes e toda a comunidade, pra que o flag football seja, todos os dias, um lugar de respeito.
Reafirmamos nosso compromisso com:
• A promoção de um ambiente seguro, respeitoso e livre de qualquer forma de discriminação;
• A valorização de todas as pessoas que constroem e fazem parte da história do flag football no Brasil;
• O combate a qualquer atitude que vá contra os princípios de respeito, igualdade e esportividade que defendemos.O Flag Football Brasil seguirá sendo um espaço de crescimento, união e respeito para a comunidade. Atitudes que contrariem esses valores não representam o esporte que ajudamos a construir.
Por um flag football seguro, respeitoso e para todas e todos.
Flag Football Brasil
O Flag ganhou destaque e notoriedade nacional nos últimos anos. Em 2025, o time feminino foi um dos destaques da IFAF Américas Flag, torneio que reúne as principais equipes do continente, e garantiram a classificação para o Mundial da modalidade. Vale lembrar que o Flag Football é um dos esportes presentes nas Olimpíadas de 2028, que será disputada em Los Angeles.


