Acusado de xenofobia, jogador do São Paulo não foi localizado pela PM

Acusado de xenofobia, Damián Bobadilla deixou o estádio do MorumBIS antes de ser convocado pelas autoridades para prestar depoimento

atualizado

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Miguel Schincariol/Getty Images
Imagem colorida de Bobadilla, atleta do SPFC. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Bobadilla, atleta do SPFC. Metrópoles - Foto: Miguel Schincariol/Getty Images

O caso de xenofobia envolvendo os jogadores Damián Bobadilla (foto em destaque), do São Paulo, e Miguel Navarro, do Talleres, manchou a vitória do Tricolor sobre a equipe argentina na noite dessa terça-feira (27/5) pela Libertadores. A Polícia Militar procurou Bobadilla nos vestiários do estádio do MorumBIS, mas o atleta já havia deixado o local.

Policiais do Juizado Especial Criminal que estavam no estádio foram até os vestiários do São Paulo para buscar o paraguaio, mas não o encontraram. Já Navarro foi encaminhado ao posto policial localizado dentro do estádio, onde prestou depoimento. Outros dois jogadores do time argentino também testemunharam sobre o ocorrido.

A tendência é de que o jogador do São Paulo seja chamado para depor, ainda sem data estabelecida.

Segundo Navarro, Damían Bobadilla teria o chamado de “venezuelano morto de fome”. A situação ocorreu por volta dos 41 minutos da segunda etapa, pouco tempo após Luciano marcar o segundo gol do Tricolor na partida.

A ofensa fez o jogador da equipe argentina ameaçar deixar o gramado e cair no choro. Após o encerramento do jogo, Mariano Levisman, técnico do Talleres, informou que jogador havia sido vítima de preconceito e repudiou o incidente.

“Se dá muita ênfase acerca de conscientizar sobre a discriminação e tivemos um jogador que foi discriminado. Foi feito comentário ofensivo sobre sua procedência. É algo que não pode passar desapercebido. Estamos todos muito doloridos de ter um jogador que sofreu esse tipo de agressões. Está muito abatido com o comentário. Ameaçou sair de campo”, destacou.

Confira o momento em que o jogador chorou em campo:

Após o jogo Navarro fez um post no Instagram se manifestando sobre o ocorrido.

Imahem colorida do post de Miguel Navarro - Metrópoles
No Instagram, Navarro explicou a fala de Bobadilla

“Gostaria de poder ter em minhas mãos a solução para a fome que meu país vive. Espero que Deus me dê abundância para poder ajudar. Não acho que se possa fazer muito contra a pobreza mental. Nunca me envergonharei das minhas raízes. Irei até as últimas consequências diante do ato de xenofobia que vivi hoje no Brasil pelas mãos de Damián Bobadilla. No futebol não há espaço para discursos de ódio”, escreveu o jogador.

Com a bola rolando, o São Paulo venceu o Talleres por 2 x 1 e encerrou a primeira fase como líder do grupo D, classificado para as oitavas de final da competição. A equipe brasileira ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.


Entenda a acusação de xenofobia contra Bobadilla, do São Paulo:

  • São Paulo e Talleres se enfrentaram pela 6ª rodada da fase de grupos da Libertadores.
  • Após o segundo gol do Tricolor Paulista, marcado por Luciano aos 41 minutos do segundo tempo, uma confusão foi formada.
  • Este teria sido o momento em que Bobadilla chamou Navarro, do Talleres, de “venezuelano morto de fome”.
  • Após a suposta ofensa xenofóbica, o atleta do Talleres chorou e ameaçou deixar o gramado.
  • A Polícia Militar procurou Bobadilla nos vestiários do estádio do MorumBIS, mas o atleta já havia deixado o local.

 

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