
Interferência de Trump e vistos negados: as polêmicas da Copa de 2026
A Espanha se sagrou bicampeã da Copa do Mundo em uma edição repleta de polêmicas dentro e fora do campo

A Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim. Com a taça dourada nas mãos dos espanhóis, o futebol se despede de mais uma edição do Mundial. Desta vez, envolto de polêmicas dentro e fora de campo.
Na grande final, a Espanha venceu a Argentina por 1 x 0, na prorrogação, neste domingo (19/7). Mas, ao longo do torneio, as intervenções políticas se destacaram em meio aos jogos emblemáticos das estrelas na Copa do Mundo. Relembre as principais polêmicas do Mundial:
Vistos negados para o Irã
Embora os jogadores iranianos tenham recebido vistos para participar do torneio, técnicos, dirigentes e membros das equipes de apoio foram impedidos de entrar no território dos Estados Unidos. Originalmente, a seleção ficaria hospedada no país devido às logísticas de jogo, mas por conta da negativa precisou se deslocar de última hora para Tijuana, no México, onde sediou sua base.
Mesmo fora dos EUA, a equipe também teve problemas após o empate por 2 x 2 com a Nova Zelândia. Na ocasião, o capitão iraniano Mehdi Taremi e o auxiliar Saeed Al-Hawie foram retidos pelas autoridades americanas no aeroporto de Los Angeles.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs tensões políticas e conflito armado no Oriente Médio entre Irã e Estados Unidos extravasaram para os campos de futebol e permearam a participação dos iranianos ao longo de toda a Copa do Mundo.
Trump pede anulação de cartão vermelho de Balogun
Após ser expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina, o atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, foi liberado para defender a seleção no jogo seguinte, contra a Bélgica, contrariando a regra do esporte. A permissão aconteceu após o presidente Donald Trump telefonar para Gianni Infantino e fazer o pedido pela revisão da sanção.
A Fifa suspendeu o cartão vermelho do atleta norte-americano, em ação fora do comum e que foi apontada como conflitante. Balogun jogou normalmente a partida da fase seguinte, contra a Bélgica, mas não fez muita diferença, com vitória dominante dos europeus por 4 x 1.
Pouco tempo depois, Balogun culpou Trump pela eliminação. Segundo o atleta, a ação do presidente dos EUA gerou um nervosismo no vestiário. “Ao refletir, percebi que isso causaria muita controvérsia. E eu quase conseguia ver um pouco de nervosismo nos meus companheiros de equipe, porque é algo muito singular”, avaliou o atacante.
Arbitragem acusada de favorecer Argentina
A campanha da vice-campeã da Argentina envolveu polêmicas com a arbitragem. A seleção foi acusada de ter sido favorecida e Lionel Messi foi apontado como “queridinho” de Gianni Infantino, presidente da Fifa.
O principal caso aconteceu no duelo contra o Egito. Após a eliminação para a Argentina, nas oitavas de final, a federação egípcia acionou a Fifa para contestar decisões do juiz François Letexier. Os lances em questão eram a anulação de um gol dos africanos e um pênalti não marcado a favor deles, antes da virada dos argentinos.
Após o caso do Egito, a mídia adotou um olhar rigoroso para a Argentina, principalmente com Lionel Messi. Assim, começaram a repercutir lances violentos dos argentinos nos quais não foram assinaladas faltas de jogo.
As reclamações voltaram a acontecer no duelo contra a Suíça. Um levantamento estatístico ainda mostrou que a Argentina recebia uma quantidade menor de cartões amarelos em comparação a outras seleções, mesmo com alto número de faltas.
Trump leva o troféu aos campeões
Novamente, em gestou que repetiu o Mundial de Clubes de 2025, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi o responsável por entregar a emblemática taça de campeão do mundo aos espanhóis. Além do protagonsimo questionado no maior momento do torneio, Trump ainda foi alvo de outras críticas.
Após entregar a taça a Rodri, capitão da Espanha, o presidente dos Estados Unidos permaneceu no palco em que os espanhóis celebravam o bicampeonato. O gesto de Donald Trump foi, novamente, questionado, e o chefe de estado foi apontado por querer “roubar a cena” dos vencedores do torneio.













