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Infantino minimiza polêmicas e exalta Copa: "O futebol é maior"

Em nota publicada no site oficial da Fifa, Gianni Infantino comentou sobre as polêmicas da Copa do Mundo de 2026

27/07/2026 07:50
Catherine Ivill - AMA/Getty Images
Foto colorida de Gianni Infantino - Metrópoles

Uma semana após o fim da Copa do Mundo de 2026, Gianni Infantino minimizou as polêmicas do Mundial e exaltou o futebol e a competição. O presidente da Fifa falou sobre a participação do Irã em partidas nos Estados Unidos e também abordou, de forma indireta, o cartão vermelho recebido por Folarin Balogun.

“Enquanto vocês espalhavam o ódio, nós trabalhávamos incansavelmente para unir dois países em guerra. O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito. Quando a seleção iraniana entrou em campo, todos os cânticos contra ela se transformaram em uma única canção”, disse.

Infantino ainda pontuou que a “seleção iraniana recebeu vistos para entrar nos Estados Unidos porque o futebol é sobre paz”: “Não é sobre política. O futebol é sobre união, não divisão. O futebol é maior do que o ódio e a discriminação”.

O presidente da Fifa não citou diretamente o nome de Balogun, mas declarou ser “compreensível que algumas decisões tomadas pelas autoridades competentes tenham gerado insatisfação”. Ele justificou que esse tipo de decisão é comum em algumas das ligas mais importantes do mundo.

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“De fato, decisões de arbitragem “discutíveis” ou punições disciplinares consideradas “estranhas” — como, por exemplo, cartões amarelos ou vermelhos potencialmente equivocados ou decisões posteriores de não suspender determinados jogadores em algumas situações — fazem parte da rotina e são amplamente aceitas em algumas das maiores ligas do mundo”.

Leia a nota completa:

“Minha mensagem para todos aqueles que…

A todos que sentiram falta do nosso belo jogo, das emoções, das comemorações, dos sorrisos, das lágrimas, das decepções e da alegria. A todos vocês que deixaram de ver crianças, bebês, avós e pais reunidos por causa do futebol, peço desculpas por os jogos terem chegado ao fim e lamento que vocês tenham perdido toda essa alegria e esse espírito de união. Lamento que tenham estado tão consumidos pelo ódio e pelas críticas que acabaram deixando tudo isso passar.

Àqueles que estão por trás de suas canetas e papéis, atrás de suas telas espalhando ódio e rumores falsos, quero dizer que, enquanto vocês permanecem escondidos, nós, na FIFA, estamos na linha de frente organizando, trabalhando arduamente e entregando o maior espetáculo do mundo.

Enquanto vocês se escondem, nós percorremos as ruas do Canadá, do México e dos Estados Unidos, conversando com torcedores, interagindo com as pessoas e garantindo a segurança de todos.

Enquanto vocês dividem, nós unimos.

As pessoas se reuniram como famílias, como torcedores, como uma só.

Vivemos um torneio sem violência, sem incidentes, com 100% de segurança e proteção — apenas alegria e felicidade.

Sete milhões de pessoas, vindas de mais de 200 países, aproveitaram o torneio em 16 cidades e estádios fantásticos: zero incidentes, zero hostilidade, zero violência. Apenas alegria, emoção, felicidade, união e espírito de comunidade. Todos estiveram seguros, protegidos e felizes.

Bilhões de pessoas em todo o mundo acompanharam a Copa do Mundo da FIFA™ de suas casas, compartilhando momentos de amor pelo futebol com amigos e familiares — momentos repletos de alegria, emoção, felicidade, união e convivência.

Praticamente todas as grandes celebridades da música, do cinema, do entretenimento e do esporte estiveram presentes, desfrutando do evento, convivendo com os torcedores e conosco. Estavam felizes e celebrando.

Tudo isso só foi possível graças aos governos dos três países-sede e às suas enormes contribuições; graças à FIFA e à sua fantástica equipe, que trabalhou por vocês; graças aos países anfitriões e a todos os seus cidadãos; às forças policiais e ao seu compromisso extraordinário; e aos voluntários — ah, os voluntários, essas pessoas incríveis que vieram de todas as partes do mundo para fazer parte do maior evento da Terra.

Todas as cidades estavam lotadas de torcedores vindos dos quatro cantos do planeta. Enquanto eles celebravam, vocês estavam ocupados plantando sementes de ódio.

O nosso mundo precisa de amor, não de ódio; de tolerância, não de divisão; de celebração, não de lamentação.

Enquanto vocês espalhavam o ódio, nós trabalhávamos incansavelmente para unir dois países em guerra. O Irã entrou nos Estados Unidos sem qualquer incidente ou conflito. Quando a seleção iraniana entrou em campo, todos os cânticos contra ela se transformaram em uma única canção. Os torcedores se tornaram o país, tornaram-se a equipe e apoiaram a Team Melli. Esse é o poder do futebol. A seleção iraniana recebeu vistos para entrar porque o futebol é sobre paz. Não é sobre política. O futebol é sobre união, não divisão. O futebol é maior do que o ódio e a discriminação.

Países que enfrentam graves crises de saúde ou outros desafios receberam vistos. Ver suas seleções competindo e seus torcedores apoiando encheu milhões de pessoas, de volta para casa, de esperança e, ainda que por um instante que vale uma eternidade, de alegria e orgulho.

Vocês mencionaram as poucas pessoas que tiveram seus vistos negados e ignoraram os milhões que foram aprovados, vindos de todas as partes do mundo. Porque o futebol une o mundo — e isso foi demonstrado de forma impressionante neste verão.

Ou quando o futebol levou o Haiti ao mundo, um país que muitos não podem ou optam por não visitar, talvez tenha chegado a hora de deixar de lado as canetas e os teclados e demonstrar respeito às seleções que jogaram com o coração, que competiram com garra, aos países que contribuíram, aos torcedores que viajaram e às crianças de todos os lugares que querem sonhar grande. Talvez seja hora de demonstrar um pouco mais de amor.

É compreensível que algumas decisões tomadas pelas autoridades competentes tenham gerado insatisfação, mas consultem os registros públicos: esse tipo de decisão é comum em algumas das ligas mais importantes do mundo.

De fato, decisões de arbitragem “discutíveis” ou punições disciplinares consideradas “estranhas” — como, por exemplo, cartões amarelos ou vermelhos potencialmente equivocados ou decisões posteriores de não suspender determinados jogadores em algumas situações — fazem parte da rotina e são amplamente aceitas em algumas das maiores ligas do mundo.

É curioso que justamente os países que adotam essas práticas sejam os que mais as criticam.

Esta Copa do Mundo da FIFA celebrou o melhor da humanidade. Vimos seleções de pequenas nações competirem com orgulho nas partidas mais prestigiadas. Demonstraram confiança, profissionalismo e deram orgulho aos seus países. Mais importante ainda: levaram esperança; a esperança de que qualquer pessoa pode fazer parte do mundo, ser grande no futebol, independentemente de onde venha. Somos todos iguais: torcedores, jogadores e, acima de tudo, seres humanos.

Na FIFA, não poderíamos estar mais orgulhosos ou emocionados ao testemunhar esses momentos de amor, alegria e união.

Àqueles que dedicam seu tempo e sua energia para nos odiar, peço que reservem um momento para refletir, meditar, rezar ou assistir a uma partida de futebol e realmente observar os rostos, os olhares e as emoções.

Porque somente o nosso belo jogo é capaz de proporcionar um espetáculo tão extraordinário, um espetáculo em que todos se tornam um só e se reconectam como seres humanos.

Às canetas e aos papéis, a todas as telas: que vocês encontrem o amor e a paz que as pessoas por trás de vocês não conseguiram encontrar.

Que vocês encontrem a paz; nós, na FIFA, encontramos a nossa e a compartilhamos ao entregar a mais extraordinária Copa do Mundo da FIFA. Que o futebol esteja acima de todo ódio.

Por fim, sinto um imenso orgulho, como presidente da FIFA, por ter contribuído, ainda que um pouco, para esse espetáculo. É uma sensação maravilhosa!

Muito amor a todos.”