Infantino lamenta ocorrido com árbitro somali e comemora ida do Irã
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, concedeu entrevista coletiva às vésperas da abertura da Copa do Mundo
atualizado
Compartilhar notícia

Em coletiva de imprensa, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou sobre a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11/6) com a abertura entre México e África do Sul. Ele respondeu a questionamentos de jornalistas. Infantino falou sobre questões como a do árbitro Omar Artan, da Somália, que não foi liberado para entrar nos Estados Unidos e sobre a seleção do Irã.
Sobre Omar Artan, o cartola da Fifa respondeu:
“É uma pena o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália, Sempre tentamos achar soluções, mas temos de entender que não somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva. Queremos unir o mundo e se posso pedir uma coisa. Podem me criticar. Mas promovam a unidade no mundo”, disse.
Sobre a seleção do Irã ele explicou:
“Estou muito feliz de eles estarem aqui. Eu disse no passado que, se eu tivesse que trazê-los de carro de Teerã para cá, eu iria trazê-los. Claro que há desafios e não é fácil. Nestas circunstâncias, que não podemos influenciar, o Irã vem e vai jogar. Isso é futebol. É sobre pessoas esquecerem por um momento suas realidades”, iniciou.
“Estou feliz que conseguimos trazer o Irã para jogar a Copa do Mundo e estou orgulhoso do meu time e grato pelas administrações dos três países. Eu espero que a seleção do Irã tenha uma recepção positiva. Porque isso é o futebol”, completou Infantino.
Questionado por um repórter da BBC sobre se estaria envergonhado por supostamente perder o controle do torneio, Infantino rebateu.
“Em 2035, a Copa do Mundo Feminina, eu acho, será no Reino Unido. Você acharia normal que a Fifa ditasse ao governo britânico quem deixar entrar no país e quem não deixar entrar?”, indagou.
O presidente da Fifa afirmou que eles não podem controlar questões que são definidas pelo governo local.
“Quando você está em um país, em uma parte do mundo, você tem que lidar com os hábitos e costumes locais”, acrescentou.
Infantino prometeu uma das copas mais espetaculares da história. Ele pede união e festa.
“Nossa missão é ter sucesso, eu acredito que as pessoas devem ser felizes. Se por pelo menos alguns minutos as pessoas puderem esquecer dos problemas do dia a dia, em alguns jogos, se durante esses 39 dias elas puderem deixar os problemas de lado, se puderem ser mais felizes, esse Mundial já será um sucesso”, avaliou.





