Tite minimiza desfalques no Brasileirão: “Precisa entregar resultado”

Entre os nomes que hoje atuam no Brasil, foram chamados Rodrigo Caio, Gabigol, Everton, M. Henrique, Dani Alves, Santos e Weverton

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atualizado 20/09/2019 16:31

O técnico Tite incluiu nesta sexta-feira (20/09/2019) sete jogadores que atuam no Brasil em sua lista de 23 convocados para defender a Seleção Brasileira nos amistosos contra Senegal e Nigéria, respectivamente em 10 e 13 de outubro, em Cingapura.

Com isso, esses atletas vão desfalcar as suas respectivas equipes na 24ª e na 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, que ocorrerão entre os dias 9 e 13 de outubro, por causa dos jogos na Ásia.

Entre os nomes que hoje atuam por clubes nacionais, foram chamados para defender o Brasil o zagueiro Rodrigo Caio e o goleador Gabriel Barbosa, ambos do Flamengo; o meio-campista Matheus Henrique e o atacante Everton, representantes do Grêmio; além do lateral-direito Daniel Alves, do São Paulo, e os goleiros Santos, do Athletico-PR, e Weverton, do Palmeiras.

Ao comentar sobre a sua opção de chamar sete jogadores que ficarão fora de partidas do Brasileirão por duas rodadas consecutivas no próximo mês, Tite minimizou o peso dessas baixas para os clubes em uma competição deste formato e lembrou que já havia tentado minimizar ao máximo o prejuízo para as equipes quando anunciou, no mês passado, os convocados para os amistosos contra Colômbia e Peru, nos Estados Unidos.

Na ocasião, ele chamou seis atletas que atuam no país, sendo um deles de cada clube, motivado pelo fato de que procurou desfalcar o mínimo possível times que estavam envolvidos em competições com fases eliminatórias, como são os casos da Copa do Brasil e da Libertadores.

“Eu não posso responder em relação a outras seleções. É uma dimensão que você está trazendo para mim como uma carga excessiva. Todas as situações que podem ser argumentadas a favor ou contra podem ser respeitadas. Quero colocar às pessoas que nos ouvem que existe outro lado da questão, que é o lado da convocação da Seleção Brasileira, que tem que entregar desempenho e resultado”, afirmou Tite em entrevista coletiva na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, onde depois repetiu que precisa tentar chamar os melhores jogadores à disposição porque ele e a Seleção têm de ganhar as partidas e sofrem grande pressão pela conquista de bons resultados.

Neste mês, por exemplo, os resultados esperados não vieram em solo norte-americano, onde o Brasil empatou por 2 x 2 com a Colômbia, em Miami, e depois foi derrotado pelo Peru por 1 x 0, em Los Angeles.

“Fomos campeões da Copa América e quinto [colocado] no Mundial, nós precisamos entregar resultado. Estou tendo o máximo de bom senso. O calendário é muito mais decisivo em uma competição de Copa do Brasil do que em uma competição de pontos corridos. Há controvérsias, há situações que podem ser defendidas das duas partes. Cada um busque a situação que achar melhor”, completou o treinador.

Também presente na entrevista coletiva de Tite, o novo coordenador da CBF, Juninho Paulista, aproveitou o tema para lembrar da promessa feita pelo presidente da entidade, Rogério Caboclo, que, quando assumiu o cargo, em abril, disse que a partir de 2020 o calendário da Seleção não vai coincidir com o das datas de partidas dos clubes nas duas principais competições do país.

“A gente já sabia que teria de lidar com esses problemas durante este ano. O nosso presidente disse na posse dele que isso não irá acontecer no ano que vem, com jogos da Seleção durante os jogos da Copa do Brasil e do Brasileiro. Isso já está resolvido, vamos ter de lidar com esse problema somente mais este ano”, enfatizou Juninho.

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