Técnico francês teme por inexperiência do seu time diante da Argentina
Seleção comandada por Didier Deschamps é a segunda mais jovem da Copa do Mundo da Rússia, com média de idade de 26 anos
atualizado
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O técnico da França, Didier Deschamps, demonstrou, nesta sexta-feira (29/6), preocupação quanto à inexperiência e juventude da sua equipe para o duelo com a Argentina. As duas seleções se enfrentam neste sábado (30), às 11h, em Kazan, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia.
Na opinião do treinador, a falta de bagagem de parte dos comandados pode ser problema para o rendimento em jogos decisivos e eliminatórios. Com média de idade de 26 anos, o elenco francês é o mais jovem da Copa, ao lado do plantel da Nigéria.
“O time argentino é muito experiente. Nós temos uma equipe bastante jovem, mas não é desculpa. É realidade. Tentaremos ser competitivos e fazer tudo para que as coisas corram bem”, salientou Deschamps. Apenas quatro dos 23 convocados têm mais de 30 anos.De acordo com o técnico, mesmo após seis anos no cargo e resultados como o vice-campeonato da Eurocopa, em 2016, e a presença nas quartas de final do último Mundial (2014), ele tem expectativa diferente para a partida com a Argentina. Segundo Deschamps, o encontro será importante para avaliação do nível francês depois de uma primeira fase em que o jovem elenco não enfrentou adversários tradicionais.
“Não estou procurando desculpas, mas temos 14 jogadores que nunca competiram aqui, é a primeira Copa de muitos. Então, há uma certa inexperiência
Didier Deschamps, técnico da França
Neste sábado (30), o ex-jogador campeão mundial em 1998 vai completar 80 partidas no comando da França e superar o recorde de jogos de Raymond Domenech, que dirigiu a equipe nacional em 79 ocasiões, de 2004 a 2010.
Para Deschamps, além da inexperiência da França, existe a preocupação com o talento do craque argentino Lionel Messi, cinco vezes eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa. Embora o astro do Barcelona ainda não tenha feito grandes atuações na Copa, o treinador teme que o início da reação do camisa 10 possa ocorrer, justamente, em Kazan. “Em um lance, ele é imprevisível. Pode fazer toda a diferença. É isso que o faz ser tão especial”, disse.
