Sem Neymar e sem brilho, Brasil apenas empata com Equador em Goiânia

Já classificado, Tite promoveu diversas mudanças no time titular, que não correspondeu no empate por 1 x 1

atualizado 27/06/2021 19:56

Pedro Vilela/Getty Images

Goiânia (GO) – Com três vitórias em três jogos e a classificação assegurada, o técnico Tite pôde se dar ao luxo de escalar um Brasil “alternativo” para o duelo contra o Equador, neste domingo (27/6), no Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia. No entanto, ele pode não ter gostado muito do que viu.

Sem titulares como Casemiro, Richarlison, Gabriel Jesus e Neymar, que havia jogado todos os minutos da Copa América até aqui, a Seleção não conseguiu vencer o Equador, empatando em 1 x 1. No 1º tempo, a Seleção até foi soberana, controlando a posse de bola e conseguindo envolver o time adversário com rápidas trocas de passe e bastante movimentação, chegando ao gol com Éder Militão. Na etapa complementar, no entanto, o Equador, que precisava do resultado, mostrou mais ímpeto, e chegou ao empate com Mena.

Agora, a Seleção Brasileira volta aos campos na próxima sexta-feira (2/7), no estádio Nilton Santos, pelas oitavas de final da Copa América. O adversário será o quarto colocado do Grupo A que, neste momento, é o Uruguai. A definição, no entanto, só ocorrerá nesta segunda.

O empate garantiu a continuidade do Equador no torneio, graças também à derrota da Venezuela para o Peru. A equipe começa a disputa das oitavas no próximo sábado, também no Estádio Olímpico Rodrigo Ludovico Teixeira, contra o 1º colocado do Grupo A, que será definido na rodada desta segunda.

1º tempo

O começo de jogo entre Brasil e Equador foi bastante estudado, com o time canarinho, como esperado, dominando a posse de bola e procurando encontrar espaços na defesa adversária, que se fechou para o contra-ataque e pouco criou nos minutos iniciais. A Seleção apostou em jogadas principalmente pela esquerda, com Renan Lodi,  Everton e Gabi aparecendo para ajudar na composição, mas sem muito sucesso.

O lance de mais perigo aconteceu quando Valencia percebeu Alisson adiantado e tentou de muito longe. O goleiro do Liverpool tentou se recuperar e escorregou. No entanto, a bola passou por cima da trave, sem perigo.

Demonstrando paciência, a Seleção Brasileira começou a envolver mais a defesa do Equador por meio de toques de bola rápidos e bastante movimentação envolvendo Firmino, que recuava para receber a bola, Fabinho, as chegadas pontuais de Renan Lodi e Lucas Paquetá, que quase abriu o placar aos 27.

E o gol veio, quase 10 minutos depois. Em cobrança de falta, Everton cruzou uma bola precisa na cabeça de Éder Militão, que marcou o seu primeiro gol com a Amarelinha em 13 jogos.

2º tempo

Com uma postura bem mais ofensiva do que a demonstrada no 1º tempo, o Equador pressionou a Seleção Brasileira e não demorou para chegar à igualdade. Após cruzamento, o Brasil não conseguiu afastar e a bola ficou viva na área. Valencia desviou de cabeça e Mena apareceu para chutar cruzado, sem chances para Alisson.

O gol de Mena representou o primeiro que o Brasil leva do Equador depois de 10 anos.

A diminuição da intensidade da Seleção no 2º tempo foi corroborada também pelos números. A posse de bola, previamente dominada pelo Brasil devido aos números da etapa inicial, decresceu para 57 a 43%, além de o time do técnico Gustavo Alfaro também ter finalizado mais — 6 x 5.

Mesmo com alterações e as presenças de Casemiro, Richarlison e Vinícius Jr. em campo, o Brasil não conseguiu encontrar a sintonia ideal e criar algo mais incisivo. Já o Equador, sem a mesma energia que imprimiu em grande parte da segunda etapa, contribuiu também para deixar o jogo truncado.

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