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Futebol

Primeira árbitra do futebol fica sem casa nos EUA e pede ajuda

Léa Campos, que estreou no apito em 1971, sofre com problemas de saúde, foi despejada e tem vivido com o marido de favor na casa de um amigo

Roberto Wagner27/04/2020 15:09, atualizado 27/04/2020 18:55
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Árbitros brasileiros estão engajados em campanha para ajudar a primeira árbitra da história a apitar um jogo de futebol. Léa Campos, que estreou no apito em 1971, tem passado dificuldade nos Estados Unidos. Com problemas de saúde, ela perdeu o emprego, a casa onde morava e vive de favor.

A situação da brasileira de 75 anos foi revelada pelo jornal O Globo. Atualmente, Léa e o marido, Luis Medina, estão no quarto da residência de um amigo.

A ex-árbitra convive com um colar cervical desde fevereiro – virou item obrigatório após sofrer uma queda. Medina perdeu o emprego em meio à espera por cirurgia para tratamento de câncer de próstata.

 

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*SOLIDARIEDADE A PIONEIRA DO APITO* LÉA CAMPOS Estamos passando por um momento muito delicado, reflexo da pandemia do COVID-19 É uma situação sensível que nos atingiu em cheio. Sabemos das dificuldades enfrentadas por cada um . Entretanto, também estamos cientes da realidade financeira de uma das pioneiras do apito, a LÉA CAMPOS. E assim sendo, a arbitragem brasileira entra nesta campanha para arrecadar fundos para um apoio emergencial. Unidos somos imbatíveis estimados oficiais de arbitragem de todo país. Salientamos que toda e qualquer contribuição ajudará a um pouco de tranquilidade neste momento. *Não haverá pontes para a ajuda, vamos fazer diretamente na conta corrente que está na parte inferior do vídeo.* Doação de qualquer valor. AGRADECIMENTO ESPECIAL A TODOS OFICIAIS DA ARBITRAGEM QUE ABRAÇARAM ESSA AÇÃO DE SOLIDARIEDADE E CEDERAM SEUS DEPOIMENTOS E USO DE IMAGEM. GRATIDÃO ? #arbitrosajudandoarbitros #solidariedade #juntossomosmaisfortes #arbitrosxcovid19 #voltaremosmaisfortes #compaixão

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A ajuda do quadro de arbitragem atual é a esperança de Léa. “É um movimento bonito. Nunca em minha vida esperei passar por uma situação como essa”, agradece a ex-árbitra, em entrevista ao Globo. “Onde tira e não põe, acaba. Minha situação se agravou devido ao coronavírus. Aluguel aqui te come pela perna, sem pedir licença.”

A pandemia do novo coronavírus fez com que Léa suspendesse a produção de doces, de onde ela tirava uma renda.

A ex-árbitra deixou de apitar em 1974, após um grave acidente. Desde então, foram 108 cirurgias na perna, conforme as contas de Léa.