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Um dos jogadores mais importantes no esquema tático do técnico Tite na Seleção Brasileira, o volante Paulinho disse que não se importa por se sacrificar e, assim, liberar o meia Philippe Coutinho para construir jogadas para o time. Ele recebeu essa orientação do treinador e não se incomodou em mudar o posicionamento.

“Eu já trabalhei com o professor (no Corinthians) e algumas vezes fazia esse trabalho. Ele pedia para que eu baixasse um pouquinho (jogasse mais atrás). Posso ficar um pouco mais e liberar o Coutinho, porque ele é um jogador de qualidade impressionante. Houve esse pedido e não vejo problema nenhum. O que eu mais quero fazer é ajudar a equipe”, disse o jogador do Barcelona em entrevista coletiva nesta quarta-feira (13/6), após o treinamento da seleção em Sochi, na Rússia.

Mesmo porque Paulinho tem grande gratidão por Tite, que o trouxe de volta à Seleção após longo período de esquecimento. “Quando eu saí do Tottenham para a China, sabia que iria me distanciar da Seleção, mas meu maior objetivo era jogar”, salientou.

Paulinho afirmou também que chega à Copa do Mundo muito bem fisicamente. Ele passou dois anos no futebol chinês antes de chegar ao Barcelona, em agosto do ano passado, mas assegura que isso não afetou sua condição.

“Minha ida para a China foi importante porque consegui manter um nível muito bom, alto, e tive novamente oportunidade na seleção. Depois de alguns anos o futebol faz com que você vá evoluindo"
Paulinho, volante da Seleção Brasileira

Neste período de pouco mais de 20 dias em que a seleção está treinando para o Mundial, Paulinho também se preocupou em aprimorar a forma física. E não temeu se desgastar demais ou sofrer alguma contusão por causa do ritmo intenso dos treinos.

“A gente sabe que dentro do futebol, numa preparação de Copa, sempre pode acontecer alguma coisa, como aconteceu com o Renato (Augusto) e o Fred”, disse. “Mas a gente vem trabalhando muito bem a preparação.”

Dessa maneira, entende Paulinho, o Brasil pode, sim, ser considerado um dos favoritos ao título na Rússia, embora com os pés no chão. “As expectativas para o Mundial são as melhores possíveis. A gente sabe das dificuldades, os adversários estão bem, mas estamos fazendo um grande trabalho, praticando um futebol competente e alegre.”

 

 

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