“Não entendo por que gay é notícia no futebol”, afirma Renato Gaúcho

O treinador do Grêmio também opinou que as mulheres ainda não podem ser comparadas aos homens no futebol

Lucas Uebel/GrêmioLucas Uebel/Grêmio

atualizado 07/07/2019 18:30

Fiel ao estilo sem papas na língua, o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, em entrevista à Folha de S. Paulo, deu algumas opiniões controversas sobre futebol feminino e homossexualidade no futebol.

“O que as meninas, com todo respeito, não poem fazer de maneira alguma, é se comparar aos homens. Isso nem daqui a dois séculos. Adoro a Marta, é a melhor jogadora do mundo, mas não existe ela falar que só vai usar tal chuteira se pagarem como a um jogador”, declarou Renato, em referência ao protesto da atleta, de usar um calçado sem patrocinador, como uma forma de expor o abandono das grandes empresas às mulheres.

Sobre a presença de atletas gays no esporte, Renato afirmou não entender porque o assunto é notícia. “Se tem um gay na música é normal, se tem um gay ator é normal, se tem um gay em qualquer outra profissão é normal. Mas se tem um gay no futebol, vira notícia mundial. Por quê? Não entendo isso.”

“Se eu tenho um jogador gay, vou sacanear ele de manhã, de tarde e de noite. Eu quero é que ele jogue. O que não pode é misturar as coisas: entrar no vestiário de sacanagem por ser gay e levar mais para o lado gay dele do que para o trabalho. Aí ele tá fora comigo”, disse.

O treinador ainda opinou sobre o atual governo Bolsonaro. “Votei nele. É meu presidente. O Bolsonaro e o Sergio Moro são pessoas do bem que querem o bem do Brasil. Na minha opinião, quem é contra esses caras é contra o crescimento do Brasil”, concluiu.

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