Mundial Sub-17 repercute bem e deixa grande legado para o DF

O gerente geral de competições da Fifa, Thiago Januzzi, concedeu entrevista para o Metrópoles e elogiou as estruturas utilizadas em Brasília

atualizado 16/11/2019 12:34

CBF/Flickr

A Copa do Mundo sub-17 está chegando ao fim. No próximo domingo (17/11/2019), às 19h, Brasil e México darão desfecho para saber quem levará a taça do evento internacional, que pela primeira vez aconteceu no Distrito Federal.

Toda repercussão, organização e logística do evento padrão Fifa, deixará saudade a quem viveu diariamente essa rotina, tanto do lado espectador, quanto do lado organizador. E tudo isso será lembrado, porém, cravando mais um grande legado nas estruturas organizacionais e físicas dos locais que receberam as seleções e todo o staff da maior entidade do futebol mundial.

Em entrevista ao Metrópoles, o gerente geral de competições da Fifa no Brasil, Thiago Januzzi, explicou sobre o que o evento pôde deixar ao DF e ao futebol local, que com certeza, foi o grande beneficiado com a melhoria das estruturas dos patrimônios esportivos da cidade.

Reforma das estruturas
Com o evento chegando de surpresa ao Brasil e à Brasília, houve uma grande movimentação para que tudo ficasse em perfeitas condições em um recorde de tempo, tendo em vista que toda a preparação dos locais para recepção do Mundial, durou cerca de quatro meses.

No DF, além do estádio Bezerrão, que além da reforma, foi beneficiado em receber a abertura e a final do evento, CT do Brasiliense, CT do Gama, CT do Ceilândia, Centro de Capacitação e Aperfeiçoamento Físico (CECAF) e Estádio Abadião também foram ajustados para que tudo ficasse em alto padrão, deixando uma grande melhoria nos patrimônios. Esse fator, além de gerar grande satisfação, mostra no quanto a Fifa investe na qualidade e se preocupa para que tudo ocorra perfeitamente.

“A nossa percepção é extremamente positiva, quanto a competição aqui em Brasília. A parte de estrutura recebeu muito bem os clientes do evento, desde os jogadores, comissões técnicas, passando pela imprensa, todos os representantes de mídia, até chegar nos torcedores. Acho que eles viram agora um Bezerrão renovado, com assentos numerados, orientação de público sempre presente, um conforto muito grande, para atendermos da melhor maneira possível. A estrutura recebeu uma reforma que atendesse toda a comodidade do torcedor, mas que proporcionaram aos atletas as melhores condições possíveis para a prática do futebol em Brasília e só ouvimos elogios da parte das delegações, em relação a tudo isso”, destacou Januzzi.

Tempo recorde
Desde quando foi conformada para o Brasil e para Brasília, o staff da Fifa trabalhou arduamente, dia e noite, para que tudo ficasse pronto até o dia 26 de outubro. No momento que os materiais iam chegando, as reformas e mudanças estavam sendo feitas, evidenciando as transformações a cada dia que passa. Com isso, Januzzi destaca a ajuda de todas as partes para que tudo ocorresse dentro do tempo necessário.

“Essa foi a transformação recorde. Desde a confirmação da vinda do evento para o Brasil, a estruturação do comitê e o planejamento até iniciar a execução das melhorias, tomou-se algum tempo e a poucos meses antes da competição, tivemos que realiza-las para receber as delegações. Mesmo com o prazo apertado, contamos muito com a parceria da Federação de Futebol do Distrito Federal, a Secretaria de Esportes, em ceder as estruturas, fazer a ponte com os clubes para que pudessem ceder as estruturas que já estavam boas e nós melhoramos mais ainda, com as manutenções. Esse investimento foi em tempo recorde, mas conseguimos cumprir com os nossos objetivos”, completou.

Geração de emprego e conhecimento
De acordo com Januzzi, durante o evento, mais de 500 pessoas foram contratadas para trabalhar diretamente e indiretamente para a Fifa, em todas as sedes (Brasília, Goiânia e Espírito Santo). Na capital federal, mais de 100 pessoas participaram de toda a logística do evento, mostrando inclusive um trabalho de bons olhos para a maior entidade do futebol mundial.

Entre pessoas contratadas de fora, o comitê organizador da competição valorizou a mão de obra local, contratando pessoas dos próprios estados para participarem do trabalho, como aconteceu em Brasília. E isso fica de grande legado, pois os conhecimentos e a abertura de outras grandes oportunidades podem acontecer depois dessa experiência.

“O legado que fica na cidade não é o de infraestrutura apenas, é importante o legado de conhecimento que fica. Todo o legado que fica para as pessoas que trabalharam no evento é bem mesclada com brasileiros e estrangeiros, mas usamos muito a mão de obra local. Isso é importante, por deixar esse conhecimento para as pessoas da cidade. Esperamos muitos que esse conhecimento gerado, se perpetue aqui para realização de novas competições e para as gestões dos clubes do Distrito Federal”, destacou.

Feedback final
Feliz com a repercussão do evento, a Fifa gostou de tudo que aconteceu no Mundial Sub-17. O trabalho e a organização mostraram que assim como em 2014, na Copa do Mundo principal, o DF tem capacidade para angariar outros eventos da entidade. E, o agradecimento, vem principalmente em nome do torcedor, que sentiu a atmosfera de ter mais uma vez em casa, uma Copa do Mundo.

“O feedback da Fifa foi muito positivo. Eles estão muito felizes com o evento e no fim das contas deu tudo certo. As coisas fluíram bem. Vimos o Bezerrão com atmosfera de Copa do Mundo. O torcedor que prestigiou os jogos ficou muito empolgado, principalmente pelo comportamento deles na arquibancada e esperamos isso até a grande final”, finalizou.

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