João Pedro do Flu teve o pai preso durante infância e apoio da mãe

Promessa do Flu, quer seguir caminho de Richarlison. Em janeiro de 2019, ele parte para o Watford, ex-clube do atual jogador do Everton

Reprodução/TwitterReprodução/Twitter

atualizado 18/07/2019 11:50

João Pedro, a mãe, o padrasto e a avó estão empenhados em aprender inglês. Matriculados em um curso desde o início do ano, intensificarão as aulas neste segundo semestre para evitar sobressaltos na Inglaterra. Se as coisas continuarem do jeito que estão, João Pedro vestirá a camisa do Watford em janeiro e a família se mudará para a cidade de mesmo nome, que fica pertinho de Londres.

O garoto de 17 anos foi negociado pelo Fluminense com o time inglês em outubro do ano passado (2018) por um valor que pode chegar a 10 milhões de euros (cerca de R$ 42,3 milhões). O acordo foi feito antes de João Pedro subir para o profissional, graças ao bom desempenho dele na base, onde fez 38 gols em 2018.

O Fluminense talvez não imaginasse que o garoto também arrebentaria precocemente no profissional. Neste ano, ele marcou nove gols em 17 jogos e chamou a atenção de grandes clubes europeus. O Manchester City enviou representante ao Rio de Janeiro, o Liverpool foi investigar a vida do garoto em Ribeirão Preto, onde atuou até os 11 anos, e o Barcelona também estaria de olho.

Quem quiser contratar João Pedro agora terá de pagar a multa rescisória ao Watford de 20 milhões de euros (R$ 84,6 milhões). No que depender da vontade do garoto e da mãe, o destino vai ser mesmo o modesto time inglês. O plano da família é seguir a trilha traçada por Richarlison, que deixou o Fluminense em 2017 rumo a Watford, transferiu-se para o Everton e recentemente foi campeão da Copa América com o Brasil.

“A gente tem a preocupação de vê-lo jogar. O Watford trabalha para que ele se enquadre nas regras da Premier League. Imagina vê-lo na Liga Inglesa aos 18 anos?”, disse a mãe Flavia Junqueira em conversa com o Estado. Ela teme que a ida do filho para um grande clube possa acarretar em empréstimo para outra equipe de menor expressão na Inglaterra. “Não gostaria de vê-lo emprestado para um time de terceira divisão só para ganhar bagagem. Queremos dar um passo de cada vez”, diz.

Flavia e o marido estiveram no mês passado em Watford. Conheceram o clube, se reuniram com o presidente e deram uma volta pela cidade de 80 mil habitantes. A diretoria inglesa se prontificou em auxiliar na escolha da casa. “Eles já enviaram algumas opções. Estamos analisando tudo. Só de falar nisso já me deixa nervosa”, admite.

Catar?
João Pedro, aparentemente, está bem mais tranquilo do que a mãe. Apesar de os dois terem os mesmos gostos para tudo, como ela diz, o garoto de 17 anos não demonstra ansiedade. Futebol europeu, Seleção Brasileira, Copa do Mundo, tudo isso está em um futuro distante para ele.

“Quando é essa Copa no Catar?”, rebateu ao ser questionado sobre a possibilidade de disputar o Mundial de 22. O assessor ao seu lado lembrou que será daqui a três anos. “Ah, tá Nada é impossível então. Quem sabe não tem uma brecha no time?”

Ele poderia ser o camisa 9 que a Seleção Brasileira não teve na Copa América. Já fez gol de bicicleta no profissional e marcou três na goleada por 4 x 1 sobre o Atlético Nacional, pela Copa Sul-Americana.

Inspiração paterna
O desejo de se tornar jogador veio por causa do pai, o ex-volante Chicão, que fez parte do Botafogo-SP, vice-campeão paulista em 2001. Mas o pai viu o futuro promissor ir por terra quando, em 2002, foi preso por coautoria em homicídio. Ele ficou por nove anos na cadeia e perdeu a infância do filho. João Pedro e a mãe não gostam de lembrar desta história. Flavia contou apenas que já estava separada quando aconteceu o crime e que tratou de seguir a vida.

Em Ribeirão Preto, João Pedro teve infância de classe média. A mãe, graduada na universidade, trabalhava com vendas, tinha casa própria e o garoto estudava em escola particular. Quando completou 11 anos, surgiu o convite do Fluminense. Foi o divisor de águas para a família. “Naquele momento, vi que já havia conquistado meu sonho. Resolvi então acreditar no sonho dele”, contou a mãe do garoto.

No Rio, eles tiveram um período difícil. Flavia ficou sem trabalhar. Faltou comida na mesa. Foi quando pediu socorro ao Flu, que ajudou prontamente. O menino assinou com a Adidas. Em 2018, renovou o contrato, agora internacional, em inglês.

Classificação

PosTimePÚltimos
jogos
1Flamengo90
W W W W L
2Santos74
W L W L W
3Palmeiras74
L L L W W
4Grêmio65
W L W W L
5Athletico-PR64
W W D W D
6São Paulo63
D W L W W
7Corinthians56
L W L W L
8Internacional55
D L W L D
9Fortaleza53
D W W D W
10Goiás52
W W L L W
11Atlético-MG49
L D W W D
12Bahia49
L D W D L
13Vasco49
D L W D D
14Fluminense46
W W D D W
15Botafogo43
W W L L D
16Ceará39
D L D L D
17Cruzeiro36
L L L L L
18CSA32
L W L L L
19Chapecoense32
W L L W D
20Avaí20
L L D L D
Últimas notícias