Gramado, limpeza e água quente: as novidades do Mané na Supercopa

O Metrópoles mostra como está a arena a um mês da primeira partida oficial entre Flamengo e Athletico-PR e como ficará em 16 de fevereiro

atualizado 16/01/2020 8:15

Mané Garrincha por dentroJacqueline Lisboa/Especial para o Metrópoles

O Mané Garrincha receberá daqui um mês exato, em 16 de fevereiro, a primeira partida oficial em 2020. A decisão da Supercopa do Brasil entre Flamengo e Athletico-PR atrai a expectativa do torcedor brasiliense que deve encher a arena e servirá também de cartão de visita da nova gestão do local, a Arena BSB.

No fim do mês de janeiro, o estádio reconstruído para a Copa do Mundo de 2014 terá a administração repassada 100% para o consórcio vencedor da concessão pública. Os últimos seis meses serviram como prazo de transição e os últimos 15 dias tiveram medidas aceleradas.

A ideia é deixar perceptível ao torcedor no confronto entre Flamengo e Athletico-PR as primeiras melhorias estruturais e de administração. “Já gastamos R$ 2 milhões em reparos que são os emergenciais”, atesta Richard Dubois, o novo gestor do Mané Garrincha.

Além de reparos em cadeiras, telões, telhado e vestiários, aspectos técnicos e estéticos compõem o rol de transformação pelo qual passará o Mané Garrincha. A seguir, o Metrópoles mostra as principais alterações feitas ou que estão por vir.

Gramado
Castigado devido aos inúmeros eventos no fim de 2019 e sem manutenção de outubro a dezembro, o gramado do Mané Garrincha ainda passa por processo de recuperação. De acordo com Richard Dubois, foi necessário aparar arestas entre a empresa que cuida da grama e a gestão compartilhada para que fosse retomado o trabalho. Em tratamento constante, atualmente o gramado apresenta aspecto bom. A preocupação maior está com a área do gol do “lado do autódromo”, mas o presidente da Arena garante que estará em excelente estado até o dia da partida. “Paramos com a confusão, retomaram os pagamentos, desarmamos todos os empecilhos e o pessoal voltou a trabalhar e tratar do gramado. Eles fizeram plantio, fizeram uma nova semeadura. Tiramos uma faixa inteira da beirada do gramado e fizemos transplante muda a muda e em uma semana fechou. Ainda tem alguns problemas, mas no geral está fechado. Estará tudo 100% no jogo”, explica o gestor.

Troca de cadeiras
As mais de 72 mil cadeiras do Estádio Mané Garrincha estarão aptas a receber o público em 16 de fevereiro. Nessa quarta-feira (15/01/2020), uma equipe estava escalada somente para a limpeza delas, mas há uma semana um mapeamento foi feito para efetuar os reparos. Eles encontraram 2.477 cadeiras com algum tipo de avaria. De acordo com Richard Dubois, todas estarão repostas ou reparadas até a partida da Supercopa do Brasil.

Segurança com câmeras
O Mané Garrincha conta com 480 câmeras de segurança e grande parte delas não funcionava até dezembro do ano passado, conforme informa o gestor Richard Dubois. Preocupado com a segurança desde que assumiu a gestão – o estádio ficará 100% sob os cuidados da Arena BSB no fim de janeiro –, Richard Dubois colocou como prioridade a recuperação das imagens. “Todos os sistemas estão voltando. Esse prédio tem uma automação espetacular. Compramos servidores novos, fomos buscar os backups lá na Alemanha. O prédio inteligente está acordando. Parece aquelas coisas de ficção científica, tipo o Exterminador do Futuro. Ele acendeu um olho, daqui a pouco mexe o braço e depois vai funcionar tudo. Vamos poder controlar todas as portas e luzes do estádio pelo mesmo sistema”. Para o duelo entre Flamengo e Athletico-PR, estão garantidas as imagens das principais câmeras de segurança.

Limpeza
A poeira nas cadeiras e piso do Estádio Mané Garrincha são reclamações constantes do torcedor que vai ao local. Nessa quarta-feira (15/01/2020), o Metrópoles flagrou equipes fazendo a limpeza das cadeiras e, de acordo com Dubois, os trabalhos irão continuar nos próximos meses. “O estádio é muito grande. Não dá para limpar tudo em um dia. Mas vamos fazer o máximo. Contratamos uma empresa alemã para fazer a limpeza do piso. Você pode perceber que não tem ralo nas arquibancadas. Não tem local para escoamento da água. Por isso, tivemos que recorrer a uma máquina que varre e aspira a sujeira, sobretudo essa mais grossa”, explica. As quatro caixas d’água da arena também passarão por limpeza e higienização.

Telões
Inaugurados em 2013, os dois telões de alta definição do estádio apresentam problemas. Sem a manutenção devida, algumas placas queimaram. A parte mais problemática, porém, está no interior. “Esse telão do lado do autódromo estava seguro por um parafuso só. São oito. Mas só um estava apertado corretamente. Fizemos as trocas e agora todos funcionam”.

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Bebedouros
Não foram poucos os jogos ao longo dos anos que os bebedouros do Estádio Mané Garrincha não funcionaram. “Todos os bebedouros foram inspecionados, sem exceção, e estarão funcionando no dia do jogo.

Água quente no vestiário
Em junho do ano passado, o lateral do Flamengo, Filipe Luis, reclamou publicamente da falta de água quente no vestiário. De acordo com Richard Dubois, esse problema está corrigido com a troca de materiais.

Pintura
Ainda nessa quarta-feira, o Metrópoles flagrou equipes trabalhando nos reparos e preparando as paredes para receber nova pintura. Ao menos a parte interior estará toda com a nova cor escolhida pela Arena BSB, um cinza escuro e fosco.

Nova identidade visual
Sem receber manutenção ou qualquer alteração, o layout interno do Mané Garrincha será todo alterado. O Metrópoles registrou que a identidade visual dos Jogos Olímpicos de 2016 estava sendo retirada. Até o dia 16 de fevereiro, um novo cenário poderá ser visto, com a inspiração do artista brasiliense Mauro Martins.

 

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