Uma reunião dos órgãos de segurança com as diretorias de Brasiliense e Gama realizada na tarde desta quinta-feira (14/3) definiu o esquema de segurança do clássico de domingo (17), que vale a liderança do Candangão 2019. O Jacaré pediu ao clube rival, à Federação de Futebol e até à Polícia Militar para que a disputa ocorresse no Estádio Nacional Mané Garrincha, onde há espaço suficiente para manter as torcidas separadas. No entanto, a demanda não foi atendida.

O Periquito, que tem o mando de campo, não abriu mão do jogo em casa e chegou a cogitar torcida única para o clássico. As duas agremiações chegaram a um meio-termo e a partida será realizada no Bezerrão sob forte esquema de segurança. Na reunião, ficou estabelecido que o Gama terá de contratar 140 seguranças particulares. A PM também destacou efetivo para as áreas externas e internas do estádio, mas não informou a quantidade de militares.

Seguindo recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), torcidas organizadas estão proibidas de assistirem ao jogo com qualquer sinal que as identifique. Membros da Ira Jovem, do Gama, e da Facção Brasiliense serão barrados na entrada, caso insistam em usar acessórios que remetam às organizadas.

O esquema de segurança também proibiu aglomerações com grandes números de torcedores, e ficou recomendado que eles não cheguem ao estádio em ônibus.

Sem Mané Garrincha
A realização do jogo no Bezerrão ignora acordo firmado entre as diretorias dos dois clubes em março de 2017, após uma pancadaria generalizada que começou no campo e envolveu torcida. Desde então, ficou acertado que os clássicos entre as duas equipes – maior rivalidade do futebol do Distrito Federal – ocorressem no Mané Garrincha.

Na última vez em que os dois times se enfrentaram no Bezerrão pelo Campeonato Candango, a partida terminou empatada em 1 a 1 e foi encerrada aos 43 minutos do segundo tempo. Após uma pancadaria em campo – que também acirrou os ânimos das torcidas –, seis jogadores do Gama e quatro do Jacaré foram expulsos.

Em 2018, no primeiro encontro entre os dois clubes após a pancadaria no Candangão de 2017, com o mando de campo do Brasiliense, foi cumprido o “acordo de cavalheiros” firmado entre os presidentes das duas equipes, e o jogo ocorreu no Mané Garrincha, transcorrendo de forma pacífica.

Veja os documentos e as imagens da confusão ocorrida em 2017:

Responsabilização
Este mês, o Brasiliense encaminhou ofícios à Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), ao clube do Gama e ao gabinete da coronel Sheyla Sampaio, comandante-geral da Polícia Militar, pedindo para levarem o jogo ao Mané, tal como fez o Jacaré em 2018, abrindo mão de jogar no Serejão em virtude do acordo.

“Em 2017, ambas as agremiações pactuaram disputar os clássicos seguintes no Estádio Mané Garrincha, não somente o único que pode conferir maior segurança e bem-estar ao torcedor, com o necessário distanciamento das torcidas e seu ingresso e saída do estádio; como porque é um dos principais estádios do Brasil e motivo de prestígio ainda maior ao nosso campeonato, valorizando o produto que nos importa, que é o futebol e o entretenimento”, destacou a diretoria do Jacaré.

Reveja imagens da confusão de 2017: