Craque do West Ham, Antonio se inspira em Ronaldinho Gaúcho e Fenômeno

Michail Antonio, atacante do West Ham, conversou com o Metrópoles, em parceria com a Betway

atualizado 17/02/2022 13:25

Michail Antonio, um dos principais nomes do West Ham na atual temporada, conversou com o Metrópoles, em parceria com a Betway, site de apostas esportivas. Ele falou sobre seu momento na Premier League, sua história com o futebol, com a Jamaica — país que ele escolheu defender — e suas inspirações, citando estrelas brasileiras.

O camisa 9 do West Ham é o 4º maior artilheiro da Premier League em 2021/22, com oito gols, empatado com outros seis jogadores, entre eles Cristiano Ronaldo do Manchester United, Raphinha do Leeds e Mané do Liverpool.

Nascido em Londres, Antonio tomou a decisão de defender a seleção jamaicana em 2021 e já fez seus primeiros jogos e gols pela equipe, nas Eliminatórias da Concacaf. Ele revelou que sua mãe o levou para a Jamaica, onde mora a família de seus pais e ele sempre passava as férias lá, até os 15 anos.

Confira a entrevista completa com Michail Antonio:

Você venceu partidas nesta temporada contra o Tottenham, Chelsea e o West Ham briga na parte de cima da tabela, além de estar se saindo muito bem na Liga Europa. Quais as perspectivas do time para o restante da temporada?

Bem, se olharmos as estatísticas desde o reinício, nós temos nos mantido nessa posição desde então. De qualquer forma, temos sido muito consistentes. Portanto, desde o reinício, do ponto de vista técnico, temos sido uma das melhores equipes. Então, é claro que podemos nos manter aí nos próximos anos.

Você pode falar um pouco sobre sua conexão pessoal com a Jamaica?

Quando eu nasci, minha mãe me levou para a Jamaica. Então todo ano eu passava as férias por lá. Tenho uma conexão muito forte, porque eu conheço muitas pessoas por lá, tenho muitos familiares, e foi assim que eu estabeleci essa ligação.

Como eram as férias?

Minha mãe tem uma casa lá. Então íamos para a casa, com muitos parentes por perto. Passávamos muito tempo com a família. Era ótimo. Então eu conheci todos os lugares, fiz tudo o que podia.

A cultura de lá é bem diferente, comparada com a de Londres? Tem algum elemento da cultura de lá que gostaria de trazer para a Inglaterra?

A cultura é completamente diferente. Principalmente o clima, a comida, o estilo de vida e a música. É tudo muito diferente, a forma como as pessoas dançam. Portanto, é um contraste completo, um jeito diferente de viver. E eu tive a chance de experimentar os dois estilos. Eu traria o clima de lá para Londres.

Nos últimos anos, você se tornou um dos jogadores mais importantes do clube. Como você vê o seu papel na equipe? 

Basicamente, cada jogador tem o seu papel. Então, se eu não estiver no meu melhor momento, ter um dia ruim, existe mais de uma pessoa para segurar o fardo quando os demais não estão no seu melhor dia. Por isso que o futebol é tão imprevisível, porque as pessoas não se sairão bem em determinado dia. Portanto, temos que nos ajudar muito uns aos outros. Tem dia em que meu desempenho não está bom. Felizmente, meus companheiros de equipe podem me ajudar. E haverá dias em que eles não estarão tão bem e espero sempre poder ajudá-los nesses momentos. Trato apenas de jogar para a equipe. E espero que eu possa jogar da forma mais consistente possível durante a temporada.

Quando foi que o futebol passou a fazer parte da sua vida?

Eu diria que eu tinha 7, 8 anos, ou um pouco mais. Comecei a jogar quando eu estava na escola primária, mas só comecei a atuar em clubes ou qualquer coisa mais séria aos 12 anos.

Acho que em comparação com alguns jogadores de futebol de sucesso, você teve sua grande chance um pouco mais tarde do que talvez outros jogadores. Quais foram os principais desafios que você enfrentou?

R: Eu não tive nenhum treinamento nas categorias de base das equipes. Tecnicamente, eu não era o melhor jogador, então tive que trabalhar essa parte. Mas o meu diferencial, quando não tinha a melhor habilidade técnica, era na experiência em jogos. Então esse foi o meu diferencial.

Alguém te ajudou a aprimorar essas habilidades e capacidades?

Eu tinha o costume de sair do treino meia hora antes de acabar, e trabalhar em certos pontos em que eu achava que precisava melhorar. Nigel Gibbs estava lá todos os dias comigo, antes do treino começar, e me ajudou a melhorar minha habilidade técnica.

Os fãs do West Ham são famosos. Todo mundo sabe como eles são apaixonados, que eles vão retribuir se você se esforça 100%, eles vão te retribuir 100 por cento. Qual é a melhor parte do seu relacionamento com a torcida?

Estar em campo, fazer o gol e ouvi-los torcer. Não há nada melhor do que isso. Sempre que saio às ruas, eu me encontro com torcedores e tiro fotos com eles.

Você poderia mencionar algum jogador que mais inspirou você em sua carreira? 

Posso mencionar três jogadores que me inspiraram. Thierry Henry, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo (Fenômeno) e Ian Wright. E de todos eles, acho que quem mais influenciou o meu estilo de jogo foi Ian Wright.

Por quê?

Ele começou a jogar mais tarde. E se você observar como eu jogo na frente, provavelmente diria que é o mais próximo dele.

Você já conversou com ele sobre isso, sobre a sua forma de jogar?

Eu não tive a chance de falar com ele sobre como eu jogo ou qualquer coisa, mas eu o conheço. Meus amigos e eu o conhecemos. Mas pelo meu jeito de jogar, as coisas que eu faço, não é muito diferente do que ele fazia, de como ele jogava.

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