Ceni admite após adeus do Flamengo na Libertadores: “O peso é gigantesco”

Criticado pelas escolhas durante o jogo contra os argentino, o treinador foi um dos alvos dos protestos dos torcedores ainda no Maracanã

atualizado 02/12/2020 10:19

Rogério Ceni com máscara do FlamengoAlexandre Vidal/CRF

A eliminação do Flamengo, o atual campeão, nas oitavas de final da Copa Libertadores está causando e vai causar ainda muitas consequências no clube. A derrota nos pênaltis para o Racing, após empate por 1 x 1 no tempo normal, com o gol marcado nos acréscimos do segundo tempo, não foi bem digerida pela torcida, que protestou no lado de fora do estádio do Maracanã, e pelo técnico Rogério Ceni.

“O peso é gigantesco. A Libertadores tem o maior significado dos campeonatos que nós jogamos na América do Sul. Não há como mensurar o tamanho, o prejuízo financeiro, de confiança, o que pode afetar para o dia a dia. O que temos que fazer é continuar trabalhando firme, fazer com que a equipe produza mais para conquistar o último título, que é o Brasileiro”, disse o treinador.

Contratado há cerca de um mês, Ceni foi um dos alvos dos protestos dos torcedores. Criticado pelas escolhas durante o jogo contra os argentino, como as saídas dos meias Arrascaeta e Everton Ribeiro e a entrada de Pedro apenas no segundo tempo, o técnico afirmou que optou por dar mais velocidade ao time após o gol do Racing.

Explicações para as escolhas

“Era um jogo que, por mais qualidade que eles (Arrascaeta e Everton) tenham, se faz necessária a velocidade pelos lados. Reforçamos o meio, abrimos Vitinho pela direita e Bruno Henrique pela esquerda, arriscando um pouco mais para manter a pressão”, explicou Ceni. “O Pedro não tinha condições de jogar 90 minutos. Avaliamos que 30 minutos era o que poderia entregar de melhor para gente. Pedro vinha de lesão, treinou apenas dois dias com a gente e não tinha condições de jogar uma partida inteira. Seguramos o máximo que deu para colocá-lo”.

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