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Foi um jogo de tirar o fôlego, com emoções de parte a parte e, no final, prevaleceu a conquista do mais experiente. Na maior virada desta Copa do Mundo até agora, a Bélgica derrotou o Japão por 3 x 2, nesta segunda-feira (2/7), na Arena Rostov, em Rostov, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, e vai enfrentar o Brasil, na próxima sexta-feira (6/6), às 15h, em Kazan, pela etapa de quartas de final. Mais cedo, em Samara, a Seleção Brasileira avançou com vitória sobre o México por 2 x 0.

Para os japoneses, ficou um sentimento de dever cumprido e uma lição a se aprender, na tentativa de crescer no cenário internacional e perder a ingenuidade. Afinal, o time saiu em vantagem, ao marcar dois gols seguidos, aos dois minutos, com Haraguchi, e aos seis minutos, com Inui. O time se empolgou, foi para a frente, mas acabou levando a virada, com gols de Vertonghen, aos 23, de Fellaini, aos 28, e de Chadli, em um contra-ataque espetacular, no último lance da partida, aos 48 minutos.

Após um primeiro tempo sem muitas chances claras de gol, na Arena Rostov, em Rostov, Bélgica e Japão voltaram para o segundo tempo transformados. E deixaram os torcedores, transtornados. Logo aos três minutos, Haraguchi abriu o placar em um chute cruzado. Aos sete minutos, Inui arriscou de fora da área e ampliou o placar. Parecia que o sonho da forte e atual geração belga iria se transformar em um grande pesadelos, logo nas oitavas de final da Copa da Rússia.

 

 

Durante quase 15 minutos após os gols japoneses, os belgas pareciam sonolentos, chocados, traumatizados. Mas, de repente, Vertonghen, aos 23 minutos, deu um toque espírita na bola e empatou o jogo. Na sequência, aos 28, Hazard cruzou na área, e o cabeludão Fellaini sobiu alto e mandou para o gol, sem chances para Kawashima. Que jogo!

O Japão, claro, sentiu os gols do empate e a Bélgica diminuiu o ritmo de jogo. Após desembarcar na Rússia como uma das favoritas ao título e obter, na primeira fase, três vitórias consecutivas, aproveitamento de 100% e a melhor campanha da fase de grupos, a seleção europeia não queria vacilar.

A disputa pela vaga nas quartas de final é a oportunidade para os europeus mostrarem força e acabarem com a fama da “geração belga”. Este mesmo grupo decepcionou na Copa do Mundo do Brasil, há quatro anos, caindo nas quartas de final para a Argentina, na esteira de fracas atuações. O time, aliás, está invicto nos últimos 22 jogos (17 vitórias e cinco empates). A última derrota foi em setembro de 2016, para a Espanha.

O time, aliás, tem experiência. Kawashima, Hasebe e Nagatomo estão disputando seu 11º jogo de Copa, superando o recorde de Nakata e Okazaki, que eram os japoneses com o maior número de partidas de Mundial. Okazaki começou o jogo no banco.

FICHA TÉCNICA

Bélgica 3 x 2 Japão

Bélgica
Courtois; Vertonghen, Kompany e Alderweireld; Meunier, De Bruyne, Witsel, Carrasco (Chadli), Mertens (Fellaini) e Eden Hazard; Romelu Lukaku.
Técnico: Roberto Martínez.

Japão
Kawashima; Sakai, Yoshida, Shoji e Nagatomo; Hasebe, Shibasaki (Yamaguchi), Haraguchi (Honda), Kagawa, Inui; Osako.
Técnico: Akira Nishino.

Árbitro: Malang Diedhiou (Fifa/Senegal).

Horário: 15h.

Local: Arena Rostov, em Rostov (Rússia).

Gols: Haraguchi, aos 2, Inui, aos 6, Vertonghen, aos 23, Fellaini, aos 28, e Chadli, aos 48 minutos do segundo tempo.

Cartão amarelo: Shibasaki.

Renda: Não disponível

Público: 41.466 pagantes;