Bandeira se defende de possível expulsão do Fla: “Sem baixaria”

Ex-presidente Rubro-Negro disse que incêndio no Ninho não teria acontecido caso ele ainda estivesse no comando

atualizado 28/04/2020 14:50

Após ter uma punição pedida por conselheiros do Flamengo, que pode até chegar em expulsão, o ex-presidente do clube, Bandeira de Mello falou, em entrevista ao UOL, que foi mal-interpretado. O dirigente havia dito que, caso ainda estivesse no comando, o incêndio no Ninho do Urubu não teria acontecido.

“Não vou tecer nenhuma consideração sobre esse pedido por não saber a tramitação que ele vai ter. O que quis dizer com essa história é que se nós estivéssemos [na administração], não teria incêndio, provavelmente, porque os meninos não estariam mais lá [nos dormitórios]. Em dezembro [de 2018], o sub-17, já estava no CT novo. O CT do profissional foi inaugurado em 30 de novembro, eles [profissionais] jogaram pela última vez no dia 2 de dezembro e entraram de férias. Tinha a Florida Cup e voltariam ao Rio no fim de janeiro. Tinha dois meses para fazer essa transição. O nosso planejamento era que o profissional já voltasse ao CT novo e o outro já seria ocupado pelos meninos desde dezembro. Só precisaria fazer pequenas adaptações”, disse Bandeira.

“Foi interpretado como se fosse uma ofensa à diretoria, à instituição, mas não tem ofensa alguma. O que disse foi um fato objetivo. Não é ‘eu acho’. ‘Eu acho’ não, os meninos teriam se mudado, tanto que já estavam ocupando o CT novo. Não tem ofensa a ninguém, não tem ofensa ao nome do Flamengo. Nos meus seis anos de Flamengo, eu nunca ofendi ninguém. Vocês podem procurar, nunca ofendi ninguém, nunca fiz baixaria e, ao contrário, fizeram várias comigo, inclusive, com ameaça de agressão física. Mas eu nunca fiz nada. No caso do incêndio, devemos focar no que há de mais importante nele, que é o problema das famílias das vítimas, as indenizações”, completou.

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