F1: teste de pneus no Bahrein é cancelado após ataque dos EUA ao Irã
A FIA monitora de perto a escalada das tensões no Oriente Médio, que receberá fois Grandes Prêmios da Fórmula 1 em abril deste ano
atualizado
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A Fórmula 1 precisou cancelar um teste de pneus que aconteceria no Bahrein, neste final de semana, após o ataque de Estados Unidos e Israel ao Irã. Devido às tensões locais, o evento da F1 foi suspenso e a FIA monitora de perto a situação na região do Oriente Médio, que receberá dois Grandes Prêmios da categoria em abril.
Na última semana, o circuito de Bahrein já havia sediado os testes de pré-temporada, e agora receberia uma sessão privada para avaliação do desenvolvimento de pneus de chuva da Pirelli. As equipes da Mercedes e McLaren cederam carros para a atividade, que duraria dois dias.
Os testes foram cancelados justamente após a escalada do conflito na região. Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na madrugada deste sábado (28/2), pelo horário de Brasília, pouco depois das 8h no horário de Israel. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O ataque foi efetuado “para eliminar ameaças”, segundo Katz.
Uma base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein, local em que seriam realizados os testes, foi alvo de mísseis iranianos neste sábado (28/2), informou uma autoridade americana à CNN internacional. Em vídeos que circulam na internet, é possível ver uma nuvem de fumaça no local.
A FIA e a Formula One Management (FOM) monitoram a evolução das tensões de perto devido à proximidade da realização dos GPs de Bahrein e da Arábia Saudita. O primeira está precisto para receber a quarta etapa da F1 2026, em 12 de abril, enquanto o segundo acontece na semana seguinte, no dia 19 do mesmo mês.
Em nota, a FOM reforçou que acompanha com cautela a situação no Oriente Médio. “Nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio. Essas corridas (Bahrein e Arábia Saudita) não acontecerão por algumas semanas. Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação como essa e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades relevantes”, escreveu a entidade.
