Ex-camisa 10 da Inglaterra detona EUA após árbitro barrado: “Caos”. Veja vídeo
O ex-atacante da seleção da Inglaterra, Ian Wright, manifestou sua indignação com a forma como o país anfitrião está se comportando
atualizado
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O ex-atacante da seleção da Inglaterra, Ian Wright, manifestou-se nas redes sociais após o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan ser barrado nos Estados Unidos. O juiz chegou a desembarcar em território norte-americano, teve suporte da embaixada da Somália, mas sua entrada continuou negada. Wright destacou que os episódios recentes de vistos negados estão transformando o evento na “Copa do Mundo do Caos”.
Veja:
Segundo Wright, a cada hora que passa, surge uma nova história de visto negado nos Estados Unidos.
“Fãs estão sendo negados. Jogadores estão sendo negados. Representantes, jornalistas… e agora árbitros? Estou rindo, mas não é nada engraçado. Alguma coisa tem de ser dita. Nós temos os ingressos mais caros da história, as hospedagens mais caras, o transporte mais caro. É assim que um anfitrião deve se comportar no maior torneio do mundo?“, disse.
O camisa 10 da seleção inglesa da Copa do Mundo de 1998 ainda questionou se é dessa forma que o país anfitrião do maior torneio do mundo deve se portar.
“Esse é o espírito do futebol? Sério? Eu sinto pena dos fãs americanos que estão ‘desesperados’ [pela Copa]. O quão vergonhoso para eles devem ser isso. Essa é a Copa do Mundo do caos. Independente de quem for ganhar, terá de passar por muita coisa para levantar a taça”, concluiu.
“Eles têm um problema com o meu país”
O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan fez um forte desabafo e afirmou que teve o sonho de participar da Copa do Mundo de 2026 interrompido após ser impedido de entrar nos Estados Unidos.
Selecionado pela Fifa para atuar no torneio disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, Artan seria o primeiro árbitro da Somália a apitar uma partida de Mundial.
“Acho que eles têm um problema com o meu país”, declarou Omar Abdulkadir Artan.
Em entrevista ao jornal americano The New York Times, o árbitro disse estar extremamente decepcionado com a decisão das autoridades americanas. Artan relatou que desembarcou em Miami, no último sábado (6/6), e foi levado imediatamente para uma sala de inspeção, onde passou cerca de 11 horas sendo interrogado por agentes de imigração.