Coronavírus: ex-UFC detalha trabalho como enfermeiro nos EUA

Phillipe Nover fez quatro lutas pela companhia norte-americana antes de decretar o fim da carreira como lutador

Ex-lutador Phillipe Nover trabalha como enfermeiro nos EUAInstagram/Reprodução

atualizado 01/04/2020 10:26

Foram 14 anos lutando contra adversários no mundo todo. Entre 2003 e 2017, o norte-americano Phillipe Nover foi lutador de MMA e acumulou o cartel de 11 vitórias, oito derrotas e um empate. A derrota para Rick Glenn no UFC 208, porém, decretou o ponto final da carreira nos octógonos. A luta de Nover agora é contra um inimigo invisível. Desde a aposentadoria, ele se tornou enfermeiro e agora atua na linha de frente no combate ao coronavírus.

Originalmente, Nover trabalha em um consultório de cateterismo cardíaco. A situação atual, no entanto, fez com que ele fosse um dos milhares de profissionais da saúde convocados a reforçar unidades de terapia intensiva em Nova York. A cidade concentra quase 45 mil casos de contágio do novo coronavírus.

“As coisas viraram de cabeça para baixo em poucos dias e semanas. Eu diria que a cidade de Nova York estava muito mal preparada. Especialmente como podem ver com o equipamento de proteção pessoal, que são as máscaras, aventais, máscaras N95 (máscara respiratória especial). Inicialmente, tinha muitos problemas em conseguir o suficiente para a equipe médica. Ter testes o suficiente, que apenas na semana passada eu diria que conseguimos realmente testar dentro do hospital”, contou o lutador ao portal MMA Fighting.

Nover também deu detalhes de como a pandemia da covid-19 alterou a rotina das UTIs em Nova York. Segundo ele, todos os esforços têm sido no sentido de tratar pacientes infectados com o coronavírus.

“Semana passada, eu tive um paciente que teve um ataque cardíaco, nós entramos e colocamos um stent, e não tinha leito de UTI. As unidades de UTI estão cheias de pacientes de covid-19”, explicou.

Futuro nas lutas

Ciente de que Dana White quer prosseguir com o planejamento do UFC, Nover garante que entende a vontade do dirigente e dos lutadores de voltarem a competir. Ele, no entanto, alertou para os perigos que isso pode causar.

“Esta é a pior coisa a acontecer para lutadores de MMA e jiu-jítsu, pois ficamos literalmente um em cima do outro, absorvendo o suor um do outro. Temos epidemias de (infecção por) estafilococos e outras coisas toda hora. Isto (coronavírus) é muito facilmente transmissível”, explicou.

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