
Copa 2026 já tem 14 treinadores demitidos ou fora dos cargos
Mundial acumula saídas de treinadores por demissões, renúncias e fim de contrato, incluindo nomes como Bielsa, Koeman e Nagelsmann

As oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 chegaram ao fim nessa terça-feira (7/7) e deixaram apenas oito das 48 seleções participantes na disputa pelo título. Fora de campo, porém, o Mundial também acumulou despedidas: 14 treinadores que iniciaram a competição no comando de suas equipes já deixaram os cargos.
Confira os técnicos que deixaram suas seleções na Copa 2026:
- Sabri Lamouchi (Tunísia);
- Hong Myung-Bo (Coreia do Sul);
- Miroslav Koubek (República Tcheca);
- Steve Clarke (Escócia);
- Marcelo Bielsa (Uruguai);
- Ronald Koeman (Holanda);
- Sebastián Beccacece (Equador);
- Julian Nagelsmann (Alemanha);
- Hervé Renard (Tunísia);
- Roberto Martínez (Portugal);
- Zlatko Dalić (Croácia);
- Carlos Queiroz (Gana);
- Javier Aguirre (México);
- Jamal Sellami (Jordânia).
O número de mudanças chama atenção pelo histórico do torneio. Desde a Copa do Mundo de 1998, quando Carlos Alberto Parreira, Cha Bum-kun e Henryk Kasperczak foram os primeiros treinadores a deixarem seus cargos durante uma edição do Mundial, nenhuma competição havia registrado tantas saídas com a bola ainda rolando.
Em 2026, a pressão apareceu logo na primeira rodada e aumentou conforme as eliminações foram acontecendo. Entre derrotas pesadas, campanhas abaixo das expectativas e cobranças internas, nove comandantes encerraram seus trabalhos antes da definição dos semifinalistas.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEntenda cada saída
Sabri Lamouchi
A primeira mudança da Copa aconteceu ainda na rodada de abertura. Sabri Lamouchi foi demitido pela Tunísia após a goleada por 5 x 1 sofrida diante da Suécia, resultado que colocou a equipe africana sob pressão logo no início do Mundial.
A Federação Tunisiana decidiu agir rapidamente e buscou outro treinador francês para tentar reverter o cenário.
Hervé Renard
Contratado durante a Copa para substituir Lamouchi, Hervé Renard chegou à Tunísia com a missão de recuperar a campanha. O treinador, bicampeão da Copa Africana de Nações e com passagens por seleções como Zâmbia, Costa do Marfim, Marrocos, Arábia Saudita e França, porém, não conseguiu evitar a eliminação na fase de grupos.
Pouco mais de duas semanas depois de assumir o cargo, o francês anunciou que não continuaria no comando da equipe.
Hong Myung-Bo
A eliminação da Coreia do Sul na fase de grupos colocou fim ao trabalho de Hong Myung-Bo. O treinador enfrentou uma onda de críticas durante a campanha e chegou a ser chamado de “incompetente” pelo presidente do país.
Diante da pressão, o comandante decidiu pedir demissão.
Miroslav Koubek
A República Tcheca também terminou sua participação na primeira fase sem vitórias. Após as três partidas do Mundial, Miroslav Koubek decidiu deixar o comando da seleção.
Steve Clarke
A queda da Escócia veio acompanhada de uma mudança no banco de reservas. Steve Clarke pediu demissão após a derrota por 3 x 0 para o Brasil, resultado que confirmou a eliminação precoce da equipe europeia.
Marcelo Bielsa
O Uruguai foi outra seleção que não manteve seu treinador após a fase de grupos. Marcelo Bielsa deixou o cargo depois de uma campanha decepcionante na qual a equipe terminou a Copa sem vitórias e com apenas dois empates.
Ronald Koeman
No mata-mata, as mudanças continuaram. Ronald Koeman pediu demissão da Holanda após a eliminação para o Marrocos nos pênaltis.
A queda nas oitavas de final encerrou o trabalho do treinador à frente da seleção holandesa.
Sebastián Beccacece
O Equador também teve alteração no comando após deixar a competição. Sebastián Beccacece encerrou seu vínculo com a federação depois da derrota por 2 x 0 para o México, nos 16 avos de final.
O fim do contrato marcou a despedida do treinador após a participação no Mundial.
Julian Nagelsmann
A Alemanha foi uma das grandes seleções que trocaram de técnico durante a Copa. Julian Nagelsmann entregou o cargo após a eliminação para o Paraguai nos pênaltis, ainda nos 16 avos de final.
Roberto Martínez
Martínez deixa o cargo após a saída de Portugal da Copa do Mundo de 2026, depois de derrota para a Espanha por 1 x 0. A despedida do técnico do comando da seleção portuguesa estava prevista em contrato, que estabelecia o desligamento efetivo do treinador dois dias após o fim da Copa do Mundo de 2026 para a equipe.
Zlatko Dalić
Dalić deixou o comando da Croácia após a eliminação na Copa do Mundo de 2026, com derrota por 2 x 1 para Portugal nos 16 avos de final. O treinador encerrou uma passagem de quase nove anos pela seleção, período em que conquistou o vice-campeonato mundial em 2018, o terceiro lugar em 2022 e eliminou o Brasil nas quartas de final do Mundial do Catar.
Carlos Queiroz
Carlos Queiroz deixou o comando de Gana dois dias após a eliminação para a Colômbia, na segunda fase da Copa do Mundo de 2026. O português ficou menos de três meses no cargo e encerrou a passagem com uma vitória, um empate e uma derrota no Mundial.
Javier Aguirre
Javier Aguirre encerrou sua terceira passagem pela seleção do México após a eliminação para a Inglaterra nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O treinador já tinha saída prevista e será substituído pelo ex-zagueiro Rafa Márquez no ciclo rumo ao Mundial de 2030.
Jamal Sellami
Jamal Sellami deixou o comando da Jordânia uma semana após a eliminação na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O treinador foi responsável por classificar a seleção para seu primeiro Mundial e deixa o cargo após o fim do vínculo com a federação.

















