Caso Maradona: advogado pede pena de até 16 anos para equipe médica
Diego Maradona morreu em novembro de 2020. Sete membros da equipe médica são réus pelo falecimento do ídolo do futebol argentino

O caso Diego Maradona ganhou um novo capítulo nessa terça-feira (13/10). O advogado do filho mais novo do craque argentino pediu penas de até 16 anos de prisão aos que considera os principais acusados pela morte do ex-jogador.
Esta punição é mais severa que a solicitação da promotoria. Durante audiência no Tribunal Oral Criminal nº 7 de San Isidro, Mario Baudry, advogado de Diego Fernando, filho de Maradona, pediu que a pena fosse aplicada ao neurocirurgião Leopoldo Luque e à coordenadora médica Nancy Forlini.
Além disso, também foi solicitada pena de 14 anos para a psiquiatra Agustina Cosachov e de 12 anos para o psicólogo Carlos Díaz.
“Desde o primeiro momento, Luque sabia exatamente o que estava por vir e tentou se eximir de culpa. Ele sabia que Diego (Maradona) morreria com o tratamento que lhe estavam dando”, declarou Baudry.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesVale lembrar que a promotoria do caso pede penas de quatro a 12 anos de prisão para seis dos acusados e a absolvição de outro. O julgamento está em fase final e terminará em 22 de outubro, quando a defesa terá direito à fala. A sentença será proferida posteriormente.
Acusação
A morte de Diego Maradona é tratada como um homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Sete profissionais de saúde contratados para cuidar do ídolo argentino são acusados pelo falecimento: Carlos Díaz (psicólogo), Agustina Cosachov (psiquiatra), Leopoldo Luque (neurocirurgião), Nancy Forlini (coordenadora médica), Mariano Perroni (coordenador de enfermagem), Pedro Pablo Di Spagna (médico) e Ricardo Almiro (enfermeiro).
Segundo parecer da Promotoria-Geral de San Isidro, Maradona apresentava sinais de que esteve em agonia e não teria sido monitorado horas antes de falecer.
Caso sejam condenados, os réus poderão enfrentar penas de 8 a 25 anos de prisão. Maradona faleceu durante a recuperação de uma cirurgia cerebral, realizada para tratar um coágulo. Após exames, um infarto foi apontado como causa da morte do astro argentino.
Anulação do primeiro processo
Em maio de 2025, o julgamento foi anulado após o processo ser declarado inválido pelo tribunal responsável. A anulação da ação aconteceu depois de questionamentos das partes envolvidas no caso do ídolo argentino sobre uma das juízas ter participado de um documentário sobre o caso.
Segundo a corte, Julieta Makintach participou das gravações quando ainda integrava o júri que julgava o caso. Ela responde a outras acusações. Além da juíza, outros dois magistrados que faziam parte do caso renunciaram aos cargos.
De acordo com a promotoria, Makintach facilitou que câmeras entrassem nos locais das audiências, mesmo diante da proibição de filmar dentro do tribunal.














