Campeão em Roland Garros, Guto Miguel busca topo do tênis mundial
Campeão juvenil de Roland Garros, brasileiro contou que quase não disputou torneio e reforçou ambição inédita
atualizado
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Guto Miguel chegou ao topo do ranking juvenil e entrou para a história do tênis brasileiro com o título de Roland Garros. Em coletiva nesta terça-feira (9/6), no Iate Clube de Brasília, o tenista de 17 anos relembrou os obstáculos enfrentados durante a campanha em Paris, falou sobre a pressão após a conquista e revelou quais são seus maiores objetivos para o futuro.
“Meu sonho é ser o número 1 do mundo, ganhar Wimbledon e ser o melhor da história“, afirmou.
A ambição acompanha o jovem desde os primeiros anos no esporte. Hoje, porém, ela ganha ainda mais peso após a conquista inédita em Paris, que o colocou entre os principais nomes da nova geração do tênis mundial.
“Todo jogador que é bom, todo jogador que é cabeça de chave, tem essa pressão a mais. Mas a gente treina para isso. Treina sete horas por dia, faz físico, faz tudo para chegar dentro de quadra preparado para os torneios. A pressão é um privilégio”, continuou.
O novo status de principal nome do tênis juvenil do mundo aumentou as expectativas em torno do brasileiro. Ainda assim, Guto afirma que tenta focar apenas no que acontece dentro da quadra e não permitir que o peso dos resultados interfira no seu desempenho.
“Eu tive complicações antes de Roland Garros. Joguei um torneio em Milão com uma dor no punho e não sabia nem se iria disputar Roland Garros na semana anterior ao torneio. A gente treinou muito pouco e focou muito na parte física, porque eu não estava conseguindo nem bater na bola de tanta dor”, contou.
A lesão teve origem em uma queda sofrida semanas antes durante um torneio em Santos. Mesmo longe das condições ideais, Guto decidiu seguir em frente e encontrou no aspecto mental a principal arma para conquistar o título.
“O Roland Garros foi um torneio em que eu tive muito mental e muita ambição de ganhar, porque era um sonho que eu sempre tive. Também tive complicações com bolhas no pé. Foi o torneio em que senti mais dor na minha vida, mas, no final, a gente vê que vale muito a pena”, relembrou.
O título trouxe uma exposição inédita para o brasileiro, mas ele garante que a mudança foi maior para quem o acompanha do que para ele próprio. Segundo o tenista, o desafio agora é continuar com os pés no chão enquanto a carreira ganha novas proporções.
“Eu acho que a ficha ainda não caiu, ainda está caindo. Mas, como pessoa, continuo sendo o mesmo. Continuo tendo a mesma família, os mesmos amigos e as mesmas pessoas em volta de mim”, afirmou.
A transição para o circuito profissional já está no horizonte, mas ainda não há uma definição sobre quando ela acontecerá. Para Guto e a equipe, o desenvolvimento do atleta segue acima da pressa por resultados.
“Eu ainda acho que o juvenil tem algumas coisas para me ensinar. A gente não pode pular etapas, é uma coisa que a gente sempre valoriza aqui. Vamos ver o que tem lá na frente”, concluiu.















