New Orleans Pelicans, Zion Williamson, Lonzo Ball

Pelicans: o fenômeno Zion precisará de ajuda para chegar à terra prometida

Brandon Ingram e Lonzo Ball tiveram uma temporada de grande evolução e parecem prontos para complementar Williamson

atualizado 09/07/2020 0:21

New Orleans Pelicans, Zion Williamson, Lonzo BallSean Gardner/Getty Images

Se, nos últimos meses, você não esteve escondido em uma caverna, sem acesso a wi-fi, você provavelmente já tem noção disso: Zion Williamson é um fenômeno. Carismático, explosivo, dominante, comparado a LeBron James, capa de videogame. Sua estreia na NBA, em janeiro, foi tratada como um jogo de final. Tudo isso antes de completar 20 anos.

A amostragem pode não ser tão grande, porém, até agora, Zion tem sido tudo o que os Pelicans e a NBA esperavam. Foram 19 jogos. Em 16, ele marcou mais de 20 pontos. Em três, mais de 30. Médias de 23.6 pontos e 6.8 rebotes com um aproveitamento de 63% em arremessos perto da cesta. Como eu disse, um fenômeno. Impactante o suficiente para manter acesas as esperanças de playoffs de um time jovem e que teve de lidar com diversas lesões.

Mas lembre-se: essa é a NBA e ninguém chega à terra prometida sozinho. Magic teve Kareem. Jordan teve Pippen. LeBron teve Wade, Kyrie e, agora, Anthony Davis. Zion tem…Brandon Ingram e Lonzo Ball??

Após uma jornada no inóspito e hostil planeta Los Angeles, Ingram e Ball encontraram uma ambiente mais convidativo, de temperaturas mais amenas em New Orleans.

Ingram está tendo uma temporada de all-star. Ele carregou o time ofensivamente na ausência de Zion, registrando nove jogos de 30 ou mais pontos, dois jogos de 40 ou mais e ficando a um lance livre de anotar o seu primeiro jogo de 50 pontos.

Já Ball em nada lembra o armador passivo das temporadas em Los Angeles. Após uma lesão no começo da temporada e depois de ter sido colocado no banco pelo técnico Alvin Gentry, Lonzo voltou mais agressivo, e registrou os melhores números de pontuação na carreira. Desde 18 de dezembro até a parada da NBA, em março, Lonzo foi o segundo armador da NBA em passes por jogo (74.9), quinto em toques por jogo (93.1) e oitavo em assistências (7.9). Nesse período, os Pelicans registraram um recorde de 22-14, salvando uma temporada que, em determinado momento, teve a franquia de New Orleans com um recorde de 6-22.

 

Se você perguntar para o técnico Alvin Gentry ou para a imprensa local, a causa de toda essa transformação é trabalho. “Lonzo tem trabalhado muito em seu arremesso de 3. Muito mesmo. Antes dos treinos, depois dos treinos. Você viu o resultado esta noite”, disse Gentry, após um jogo contra Houston em que Ball acertou sete bolas de longa distância e marcou 27 pontos, o recorde de sua carreira. Ingram, na mesma pegada, também tem sido um “rato de academia”, trabalhando com o guru dos arremessos Fred Vinson.

 

O resultado: Ball e Ingram têm acertado 38.3 e 38.7 de seus arremessos de três, respectivamente. Nada mal para quem já foi chamado de Lonzo “Air” Ball pouco tempo atrás.

A esta altura, Zion deve saber que toda a pressão, expectativa e cobrança cairão sobre seus largos ombros. Porém, assim como Harry tinha Hermione e Ron e Luke tinha Han e Leia, o jovem fenômeno também já deve ter descoberto que a jornada é muito mais promissora quando a companhia é de qualidade.

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