Ayrton Senna: os 32 anos da morte de um ídolo que marcou a Fórmula 1
Em San Marino 1994, a Fórmula 1 viveu um fim de semana duro, com o acidente de Barrichello e as mortes de Ratzenberger e Senna
atualizado
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Um dos maiores ídolos do esporte brasileiro, Ayrton Senna segue celebrado mesmo após 32 anos de sua morte. Em um 1º de maio como este, mas em 1994, o tricampeão da Fórmula 1 se despedia do mundo na curva Tamburello do circuito de Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino.
A bordo do carro da equipe Williams, modelo FW 16, Senna se chocou em uma barreira de concreto a mais de 300 km/h. Naquele momento, o mundo parou e assistiu à morte do maior nome do automobilismo na época.
O corpo de Ayrton Senna chegou ao Brasil em 4 de maio de 1994 e a despedida do piloto parou o país. Com cortejo pelas ruas de São Paulo e velório aberto ao público, milhares de pessoas compareceram ao sepultamento.
Acidente de Rubinho e morte de Ratzenberger em Ímola
Os fatos mostram que aquela corrida em Ímola não deveria ocorrer. No mesmo fim de semana, Rubens Barrichello teve um acidente grave durante um treino livre e Roland Ratzenberger morreu no treino de classificação.
Então piloto da Jordan, Rubinho acabou errando uma curva. Ele tocou em uma zebra e decolou em direção à barreira de proteção da pista antes de capotar. Por sorte, o piloto teve apenas uma luxação na costela e uma pequena fratura no nariz.
No sábado, dia 30 de abril de 1994, a primeira fatalidade aconteceu. O austríaco Roland Ratzenberger perdeu a vida aos 33 anos em um acidente que abalou o automobilismo na época, inclusive o próprio Ayrton Senna.
O carro de Ratzenberger tinha um dano na asa dianteira. Em uma reta de alta velocidade, a peça danificada se rompeu, o austríaco perdeu o controle do veículo a mais de 300 km/h e bateu de forma violenta no muro.
Atendido pela equipe médica e levado ao hospital, o Ratzenberger teve sua morte confirmada ainda naquele dia, poucas horas depois do acidente.
Homenagem a Ratzenberger nunca aconteceu
Diante do cenário e do abalo emocional dos pilotos, principalmente de Senna, que era amigo de Barrichello e Ratzenberger, era esperado que a corrida fosse cancelada. Mas isso não ocorreu e o grande prêmio foi mantido.
Após o acidente de Senna, uma bandeira da Áustria foi encontrada no carro do tricampeão. Ele homenagearia Ratzenberger ao fim da corrida, o que nunca ocorreu, claro, devido ao acidente fatal que vitimou o tricampeão.
Com as mortes de Senna e Ratzenberger, além do grave acidente de Rubinho, a Fórmula 1 passou por mudanças significativas, como o aumento do cockpit e a instalação de estruturas para absorvição de impacto e ampliamento da área de escape.
O fim de semana de Ímola, em 1994, marcou a história do automobilismo de forma profunda e irreversível. Mais do que um capítulo trágico, ele se tornou um ponto de reflexão e memória sobre a grandeza de Ayrton Senna e o legado que ele deixou para o Brasil e o esporte mundial.
















