Avanço de bets ilegais pode prejudicar times de futebol, diz estudo
Das 20 equipes que disputaram a Série A em 2025, apenas duas não estampavam bets no centro das suas camisas
atualizado
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Todos os clubes que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro em 2025 são patrocinados por empresas de apostas. No entanto, o crescimento das bets ilegais no país pode impactar diretamente a relação de patrocínios no esporte de acordo com Ismail Vali, CEO da Yield Sec, empresa especializada na análise do ramo de apostas.
Das 20 equipes que disputaram a Série A em 2025, apenas duas não estampavam bets no centro das suas camisas, na posição de patrocinador máster. “Se o mercado ilegal não for controlado, você vai ver cada vez mais acordos de patrocínio serem cancelados”, contou Vali, em entrevista ao Metrópoles.
O mercado nacional de jogos de aza on-line, que incluiu as bets esportivas, é divido entre empresas legais e ilegais. Conforme dados revelados pelo estudo “Brasil – mercado de jogos de azar on-line”, mais de 50% das casas de apostas no território brasileiro atuam de forma ilegal.
Os dados relativos ao primeiro semestre de 2025 mostram que 51% da receita de apostas vem de empresas ilegais, enquanto 49% é fruto casas regulamentadas. Ainda de acordo com Vali, a tendência é que, com a regulamentação, a ilegalidade avance ainda mais.
“A participação de empresas que atuam de forma ilegal no mercado cresceu em 10% entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Até o fim de 2026, a receita de empresas que não atuam conforme as normas do governo pode representar mais de 70% do total arrecadado por jogos on-line no cenário nacional”, declarou Ismail.
Patrocínios no futebol
Todos os cinco maiores patrocínios do futebol brasileiro vêm de casas de apostas. O Flamengo lidera a lista, com um contrato de R$ 260 milhões por ano com a Betano.
“Se o Brasil permitir que a receita de empresas ilegais chegue perto dos 75% total arrecadado, você vai ver metade do mercado destes patrocínios serem cancelados”, destacou. “Para empresas legais patrocinarem esses times, o valor teria que diminuir drasticamente, porque ninguém vai lucrar o tanto que deveria”, completou o CEO da Yield Sec.








