Witzel sugere duas corridas ou alternância da F-1 no Brasil

Governadores de Rio de Janeiro e São Paulo têm discutido sobre qual cidade terá o direito de sediar a prova da modalidade

Marcio Fernandes/EstadãoMarcio Fernandes/Estadão

atualizado 26/06/2019 22:00

Em meio à polêmica sobre qual cidade vai sediar o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou, nesta quarta-feira (26/06/2019), que o Brasil poderia ter duas provas por ano e sugeriu ainda uma alternância entre a capital fluminense e São Paulo.

“Queremos dois Grandes Prêmios no Brasil. Nunca defendi tirar a Fórmula 1 de São Paulo. Acho que pode ter dois GPs de Fórmula 1 no Brasil. Depende de a F-1 ter interesse”, disse Witzel. “A Fórmula 1 pode até alternar: faz um ano no Rio de Janeiro, um ano em São Paulo. Eu quero que o Brasil ganhe. O Brasil não pode perder”, continuou o governador, que nesta quarta-feira almoçou com o prefeito Marcelo Crivella (PRB) no Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, no bairro das Laranjeiras (zona sul).

Witzel criticou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que, na terça-feira (25/06/2019), disse que só se chega a Deodoro (bairro da zona oeste do Rio de Janeiro onde seria construído um novo autódromo, para sediar a F-1) “a cavalo”. “Ficar dizendo que chega a cavalo, não sei o quê… Isso é de uma ignorância de alguém que está olhando para o próprio umbigo. Eu não olho para o meu próprio umbigo, olho para o Brasil e os brasileiros”, afirmou.

Crivella ironizou a crítica de Doria: “Quando Doria falou em cavalos, referiu-se aos cavalos dos motores dos carros da Fórmula 1 que vão correr em Deodoro”, disse.

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