Hamilton rebate lenda do automobilismo após ter militância questionada

Mario Andretti minimizou os problemas de diversidade da categoria

atualizado

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O piloto inglês Lewis Hamilton, hexacampeão mundial de Fórmula 1 e ativista de causas sociais, disse estar “decepcionado” com o posicionamento da lenda da categoria Mario Andretti. Isso porque o ex-piloto italiano naturalizado americano, vencedor da temporada de 1978 e hoje com 80 anos, minimizou os problemas de diversidade da categoria.

“Eu respeito muito Lewis, mas por que se tornar um militante? Ele sempre foi aceito e conquistou o respeito de todo o mundo. Acho que o objetivo disso é pretensioso. Então, sinto isso e ele está criando um problema que não existe. Pintando seu carro de preto, eu não sei o que ele fará. Eu conheci pilotos de diferentes origens, corridas e sempre os recebi de braços abertos. No automobilismo, independentemente da cor, você tem que ganhar seu lugar com resultados e isso é o mesmo para todos”, disse Andretti, em entrevista ao jornal chileno El Mercurio.

Em resposta, Hamilton afirmou que este é um problema de geração. De acordo com o piloto da Mercedes, que venceu o GP da Hungria no último domingo, algumas pessoas mais velhas têm dificuldade para reconhecer a existência de problemas.

“Isso é decepcionante, mas infelizmente é uma realidade que algumas das gerações mais velhas, que ainda hoje têm voz, não conseguem sair do seu próprio mundo para reconhecer que há um problema. Novamente, isso é pura ignorância, mas isso não vai me impedir de continuar lutando por mudança. Nunca é tarde para aprender e espero que esse homem, pelo qual sempre tive respeito, possa dedicar algum tempo para se educar”, disse Hamilton.

As manifestações contra o racismo, que aconteceram nos dois primeiros GPs, ambos na Áustria, dessa vez na Hungria não se repetiram. Apesar dos pilotos vestirem camisas com a frase “End Racism” (Fim ao Racismo), eles não se ajoelharam em defesa da causa.

Semanas atrás, Bernie Ecclestone, ex-chefão da Fórmula 1, não somente minimizou os protestos – que ganharam corpo ao redor do mundo depois do assassinato do segurança negro George Floyd pelo policial branco Derek Chauvin em 25 de maio em Minneapolis, nos Estados Unidos -, mas foi além ao usar uma expressão racista para justificar o racismo.

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