FIA, F1 e Mercedes defendem Hamilton após fala racista de Piquet

O vídeo de Nelson Piquet chamando Lewis Hamilton de neguinho ganhou força; FIA, F1 e Mercedes conderam o ex-piloto brasileiro

atualizado 28/06/2022 8:51

Dan Mullan/Getty Images

Nesta terça-feira (28/6), a Mercedes, a Formula 1 e a FIA se pronunciaram e repudiaram o tricampeão mundial Nelson Piquet sobre um vídeo de 2021 que circula nas redes sociais em que o ex-piloto chama Lewis Hamilton, heptacampeão mundial, de “neguinho”.

A expressão foi utilizada em um entrevista publicada em dezembro de 2021, quando Nelson Piquet falava sobre o acidente envolvendo o heptacampeão e Max Verstappen no GP de Silverstone de Fórmula 1, na Inglaterra. Vale lembrar que Max Verstappen é namorado da filha de Piquet.

O caso ganhou força após a divulgação do vídeo nas redes sociais na última semana. “O neguinho meteu o carro e não deixou (Verstappen desviar). O neguinho deixou o carro porque não tinha como passar dois carros naquela curva. Ele fez de sacanagem. A sorte dele foi que só o outro se f*deu. Fez uma p*ta sacanagem” – disse Nelson Piquet.

A Fórmula 1 se pronunciou dizendo que “A linguagem discriminatória ou racista é inaceitável sob qualquer forma e não tem parte na sociedade. Lewis é um embaixador incrível do nosso esporte e merece respeito. Seus esforços incansáveis para aumentar a diversidade e a inclusão são uma lição para muitos e algo com o qual estamos comprometidos na F1”.

O episódio em questão se deu em julho de 2021, quando Hamilton, que estava em 2º lugar, tocou na roda traseira esquerda de Verstappen. Devido ao impacto, o holandês perdeu a direção do carro e bateu, abandonando a prova. Com isso o inglês foi punido em 10 segundos e caiu para a 5ª colocação na prova.

Não mencionando o nome de Nelson Piquet, a Mercedes também se pronunciou sobre o ocorrido através de suas redes sociais dizendo que condena nos termos mais fortes qualquer uso de linguagem racista ou discriminatória, de qualquer tipo.

Mesmo com as recentes criticas do presidente da entidade, Mohammed ben Sulayem, sobre o ativismo de Hamilton, a FIA também condenou o episódio e disse que apoia Lewis em seu compromisso com a igualdade, diversidade e inclusão no esporte a motor.

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