Space Force: comédia espacial da Netflix diverte ao apostar na leveza

Com Steve Carell e John Malkovich, Space Force é uma ótima opção para se distrair em dias tão duros

atualizado

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Mark Naird e Adrian Mallory em Space Force
1 de 1 Mark Naird e Adrian Mallory em Space Force - Foto: AARON EPSTEIN/NETFLIX

Uma das grandes qualidades do humor é poder tratar de assuntos chatos com leveza. A premissa é absolutamente verdadeira em Space Force, nova comédia da Netflix, com Steve Carell e John Malkovich.

Em 10 episódios, com cerca de 30 minutos cada um, Space Force fala sobre redes sociais, política, xenofobia, racismo, machismo, imperialismo, armamentismo, preservação do meio ambiente, descrença na ciência, casamento aberto, bissexualidade e outros diversos temas contemporâneos. Tudo é abordado pela ótica do humor, com tiradas inteligentes e diálogos ácidos.

A trama de Space Force gira em torno de Mark Naird (Steve Carell), um general de quatro estrelas que será responsável por implementar uma colônia norte-americana na Lua. Para isso, ele precisa de Adrian Mallory (John Malkovich), um cientista renomado que tem projeto de vida colonizar o espaço.

A Space Force então se põe na missão, um sonho do presidente. O mandatário não tem nome, mas governa usando o Twitter e é chegado a bravatas, como o programa “boots on the Moon” (coturnos na Lua, em português). Bom… conhecemos alguns líderes assim.

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Ele divide o protagonismo com John Malkovich
Mark Naird lidera a Space Force, nova frente das Forças Armadas norte-americanas que deseja colonizar a Lua
O seriado tem diversas ironias a situação política dos EUA e do mundo
Xenofobia é um dos temas debatidos de forma leve
Também o machismo entra no debate
Space Force traz Steve Carell no protagonismo, na pele do general Mark Naird
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Space Force traz Steve Carell no protagonismo, na pele do general Mark Naird

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Ele divide o protagonismo com John Malkovich
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Ele divide o protagonismo com John Malkovich

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Mark Naird lidera a Space Force, nova frente das Forças Armadas norte-americanas que deseja colonizar a Lua
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Mark Naird lidera a Space Force, nova frente das Forças Armadas norte-americanas que deseja colonizar a Lua

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O seriado tem diversas ironias a situação política dos EUA e do mundo
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O seriado tem diversas ironias a situação política dos EUA e do mundo

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Xenofobia é um dos temas debatidos de forma leve
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Xenofobia é um dos temas debatidos de forma leve

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Também o machismo entra no debate
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Também o machismo entra no debate

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Naird encarna um militar incapaz de lidar com ciência
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Naird encarna um militar incapaz de lidar com ciência

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Destaque para Brad, um dos melhores personagens de Space Force
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Destaque para Brad, um dos melhores personagens de Space Force

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Tony Scarapiducci é um assessor obcecado com "lacradas" nas redes sociais
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Tony Scarapiducci é um assessor obcecado com "lacradas" nas redes sociais

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Space Force já está disponível na Netflix
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Space Force já está disponível na Netflix

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O atual contexto político de certo imperialismo, xenofobia e anti-cientificismo dá a base para a interação entre Naird e Mallory – o ponto alto da série. Enquanto um não entende nada de ciência, e sugere bombas para consertar um satélite, ou outro tenta se adaptar a visão militar, sem esconder seu tédio e indignação.

Carell usa menos, mas deixa presente seu talento de humor corporal. Já Malkovich imprimi a Mallory uma graça mais ácida e mordaz. A parceria é complementada pela ingenuidade de Brad (Don Lake) – um general que se comporta como uma secretária.

Nas subtramas, Space Force também cativa. Com destaque para a caricatura dos assessores de imprensa obcecados com redes sociais e “lacradas”: esse é Tony Scarapiducci (Ben Schwartz). Assim como a dupla da Capitã Angela Ali (Tawny Newsome) e Chan Kaifang (Jimmy O. Yang): uma negra fã de k-pop e um cientista de origem chinesa.

As interações do elenco principal é o que dá gás a trama, que, em grande parte, se resume aos personagens lidando com ordens absurdas, desconexas e que precisam se resolvidas – sim, há muito de The Office aqui.

Space Force é uma série leve, mesmo que toque em questões essenciais. Tem uma dose certa de escapismo, mas passa longe da alienação. Vale a pena ver na Netflix.

Avaliação: Bom

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