Responsáveis pela venda de milhões de discos em suas carreiras, as cantoras Lady Gaga, Beyoncé, Nina Simone, Whitney Houston e Amy Winehouse foram biografadas em documentários recentes feitos para cinema e televisão. Essas produções estão disponíveis no cardápio da Netflix. Analisados em conjunto, os filmes revelam um lado cruel da indústria fonográfica em relação às artistas femininas.
Em muitos casos, a vida dessas mulheres foram destruídas pela combinação progenitores controladores, empresários exploradores e exigências estafantes. No quesito vida pessoal, as estrelas parecem atrair uma constelação de machos-lixo, que estão mais interessados em se aproveitar das fortunas e benesses do sucesso artístico delas.
Relatos de abusos físicos e psicológicos por namorados e maridos são quase uma constante nessa reunião de películas biográficas. Tanta pressão parece levar as mulheres da música a se renderem ao vício em drogas e álcool.
Confira as cinebiografias de divas da música mundial:
6 imagens
1 de 6
“Gaga: Five Foot Two” (2017): Lady Gaga aparece sem filtros, maquiagem e, até mesmo, nua neste documentário. Descobrimos que Gaga sofre dos mesmos dilemas que qualquer outro mortal. A fita apresenta ainda momentos de grande fragilidade da estrela. Veja trailer
Netflix/Divulgação
2 de 6
“What Happened, Miss Simone?” (2015): Liz Garbus e Hal Tulchin dirigem este documentário com material de arquivo inédito da intérprete de “My Baby Just Cares for Me”. Nascida no Sul dos Estados Unidos, durante os anos de segregação racial, Eunice Kathleen Waymon estudou anos a fio para ser “a primeira pianista clássica da América”. O sonho foi atropelado pela realidade quando ela passou a se apresentar como cantora e musicista em casas noturnas sob o pseudônimo Nina Simone. Ela pagou preço caro por desafiar o status quo da época, incluindo um casamento abusivo com o ex-sargente da polícia Andy Stroud. Veja trailer
Netflix/Divulgação
3 de 6
“Amy” (2015): A produção registra o trajeto do promissor início na carreira como cantora de jazz ao estrelato pop. Amy foi também ícone fashion e um dos nomes do British Invasion do começo dos anos 2000. A cantora enfrentou problemas com álcool e drogas (era viciada em crack e heroína). Vários homens do círculo de Winehouse a fizeram definhar: o pai da cantora, Mitch Winehouse, o namorado Blake Fielder-Civil e seu último empresário. A agressividade da mídia sensacionalista que se comprazia a cada recaída da estrela é parte importante do documentário. Veja trailer
Netflix/divulgação
4 de 6
“Whitney - Can I Be Me” (2017): Talvez a coisa mais impressionante nesta biografia seja a franqueza com que o filme trata a relação amorosa entre a artista e sua assistente e amiga pessoal, Robyn Crawford. O filme defende que as duas tinham um caso que nunca aceito pela família da popstar. O preconceito familiar e o conservadorismo do show business teriam empurrado Whitney a viver um casamento corrosivo com o bad boy Bobby Brown. Na escalada de insatisfação pessoal e artística, a “voz de anjo” teria se enterrado ainda mais no vício de álcool e drogas até sua morte em 2012. Três anos depois, a filha, Bobbi Kristina, faleceu por uma overdose de drogas com apenas 22 anos de idade. Veja trailer
BBC/Divulgação
5 de 6
“Janis Joplin - Little Girl Blue” (2015): Os traumas de uma adolescência infeliz nunca foram esquecidos pela cantora de rock, soul e blues Janis Joplin. Nascida e criada na pequena e preconceituosa cidade de Port Arthur, no Texas, ela teve de deixar o lugar onde nasceu por conta de sua personalidade excêntrica. Grande nome da contra-cultura americana, a intérprete de "Me and Bobby McGee" e "Mercedes-Benz” viveu a lisergia e a revolução sexual dos 1960 com intensidade. Apesar de conquistar a admiração de milhões ao redor do mundo, a fama nunca foi o suficiente para acalmar sua alma sempre torturada pela solidão. Veja trailer
Jigsaw Productions/Divulgação
6 de 6
“Beyoncé - Life is But a Dream” (2013): Gravado em tom confessional, o documentário foi assinado pela própria popstar em parceria com Ed Burke e Ilan Y. Benata. Trata-se de um registro chapa-branca da vida pessoal da cantora mais lucrativa do momento. Mesmo assim, serve como um diário íntimo da artista enquanto gestava a turnê de “Run the World” ao mesmo tempo que estava grávida da pequena Blue Ivy, primeira filha da estrela com o produtor e rapper Jay Z. Veja trailer