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A personagem de Grazi Massafera, anunciada com grande entusiasmo por Walcyr Carrasco antes da estreia de O Outro Lado do Paraíso, só decaiu no sentido de personalidade e passou de vilã para o retrato de uma mocinha chorosa. Há, porém, motivos para isso: a atriz teria reclamado de uma cena em que fazia sexo com o personagem de Rafael Cardoso, irritando Carrasco.

Em agosto do ano passado, uma imagem feita por um paparazzo de Grazi e Rafael nus em cima de uma camionete deu o que falar e comprometeu até o namoro da ex-BBB. Contudo, Grazi foi afetada significativamente na trama após pedir à cúpula da Globo a destruição da foto, que repercutiu nas redes. A interferência da atriz fez com que Carrasco tomasse uma atitude.

Antes do início da trama das 21h, Walcyr foi às redes sociais anunciar a participação de Grazi: “Ela fará um papel diferente em O Outro Lado, minha próxima novela. Vai surpreender com Lívia, fazendo uma vilã como nunca fez”. A aparição dessa megera só ocorreu na primeira fase do folhetim, enquanto que na segunda Lívia passou a chorar em quase todas as cenas e serviu como escada para outros personagens, como Mariano. A mudança drástica seria um castigo.

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Com a repercussão da imagem e o burburinho da imprensa e dos bastidores, Grazi sofreu com problemas no namoro, separando-se de Patrick Bulus no início de novembro de 2017. O casal reatou logo depois, na virada do ano, quando assumiram reconciliação. Além da foto vazada, o papel designado à ex-BBB na novela parecia polêmica a Bulus. Isso porque Lívia era ninfomaníaca, de modo que Grazi foi submetida a uma “pegação” ao longo da trama.

Walcyr, o verdadeiro Carrasco

O autor já deixou bem claro que não admite pitacos dos atores em seus trabalhos. Em Chocolate com Pimente (2003), por exemplo, Walcyr, que apostou na veterana Elizabeth Savalla, ficou transtornado com as falas improvisadas da atriz nos diálogos. Por isso, a personagem dela, Jezebel, ficou muda por 10 dias.

Marina Ruy Barbosa também sofreu nas mãos do escritor. Ao dizer não a um corte de cabelo que a deixaria careca em Amor à Vida (2013), a personagem da atriz morreu no altar vítima de um câncer e fez raras aparições ao longo da novela. Como fantasma, ela não tinha falas. Para Carrasco, o ponto é crucial: o ator tem que colaborar. Ao jornal O Globo, esclareceu:

“Eu deixo de me interessar pelo personagem quando um ator não fala o texto que escrevo. Houve um caso em que parei de escrever para o ator, que virou quase um figurante”

Divulgação/Globo

Walcyr Carrasco é referência em punições a atores que dão pitaco em seus trabalhos

 

 

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