Netflix: como está hoje o comandante do Costa Concordia, condenado pela tragédia
Francesco Schettino foi condenado a 16 anos e um mês de prisão após o tragédia, relembrada no novo documentário da Netflix

O naufrágio do Costa Concordia, que deixou 32 mortos em 2012, voltou ao centro das atenções com a estreia do documentário Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia, lançado pela Netflix nesta sexta-feira (10/7). O caso também teve uma nova atualização em 2025: o ex-capitão da embarcação, Francesco Schettino, desistiu de pedir a progressão para o regime semiaberto.
Condenado a 16 anos e um mês de prisão por homicídio culposo, lesões e abandono de embarcação, Schettino cumpre pena na penitenciária de Rebibbia, em Roma, na Itália.
Veja fotos do desastre:
Tragédia do Costa Concórdia
- Costa Concordia, Francesco Schettino, cumpre pena de 16 anos e um mês de prisão pelo naufrágio que matou 32 pessoas na Itália, em 2012.
- O caso voltou a ganhar destaque com a estreia do documentário Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia, da Netflix.
- O acidente aconteceu em janeiro de 2012, quando o navio atingiu rochas próximo à ilha de Giglio, na Toscana.
- A tragédia teve 32 mortos e inúmeros feridos.
- A Justiça italiana apontou erros de navegação e falta de cautela do comandante durante a manobra.
- Schettino ficou conhecido como “capitão covarde” após abandonar a embarcação antes do fim do resgate dos passageiros.
Segundo a advogada do ex-comandante, Francesca Carnicelli, a desistência ocorreu por causa de “dificuldades com a proposta de trabalho que havia sido submetida” à Justiça.
“O procedimento foi encerrado”, afirmou a defensora, acrescentando que a decisão partiu do próprio Schettino “porque não havia mais condições”. Ela também disse que um novo pedido poderia ser apresentado caso existam condições futuras.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSchettino foi condenado definitivamente em 2017 e já tem direito a alguns benefícios previstos para detentos com bom comportamento, como saídas temporárias.
O naufrágio do Costa Concordia
O acidente ocorreu na noite de 13 de janeiro de 2012, quando o Costa Concordia navegava próximo à ilha de Giglio, na região da Toscana. O navio atingiu rochas, teve o casco danificado e acabou tombando no mar.
Na ocasião, mais de 4 mil pessoas estavam a bordo. O acidente deixou 32 mortos, e o corpo da última vítima só foi localizado em novembro de 2014, quando a embarcação já estava em processo de desmontagem em um estaleiro de Gênova.
Durante cerca de dois anos e meio, os moradores da ilha de Giglio conviveram com o navio de milhares de toneladas encalhado próximo à costa.
Condenação de Schettino
Segundo a Justiça italiana, o comandante manteve uma rota e uma velocidade consideradas inadequadas ao realizar uma aproximação da ilha, prática conhecida como “saudação” ou “saluto”, feita para aproximar navios de cruzeiro de áreas turísticas.
A decisão apontou que Schettino não teve o nível de “diligência, prudência e perícia necessário” durante a manobra, que terminou com a colisão contra as rochas.
O ex-capitão também ficou conhecido internacionalmente como “capitão covarde” após abandonar o navio antes da conclusão do resgate dos passageiros.
Durante a tragédia, uma conversa entre Schettino e o oficial da Guarda Costeira italiana Gregorio De Falco ganhou repercussão mundial. Ao saber que o comandante havia deixado a embarcação, De Falco ordenou: “Vada a bordo, cazzo” (“Volte a bordo, caralho”, em tradução livre).




















