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Televisão

Netflix: como está hoje o comandante do Costa Concordia, condenado pela tragédia

Francesco Schettino foi condenado a 16 anos e um mês de prisão após o tragédia, relembrada no novo documentário da Netflix

10/07/2026 18:15
Courtesy of Netflix © 2026
Naufrágio do Costa Concordia - Metrópoles

O naufrágio do Costa Concordia, que deixou 32 mortos em 2012, voltou ao centro das atenções com a estreia do documentário Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia, lançado pela Netflix nesta sexta-feira (10/7). O caso também teve uma nova atualização em 2025: o ex-capitão da embarcação, Francesco Schettino, desistiu de pedir a progressão para o regime semiaberto.

Condenado a 16 anos e um mês de prisão por homicídio culposo, lesões e abandono de embarcação, Schettino cumpre pena na penitenciária de Rebibbia, em Roma, na Itália.

Veja fotos do desastre:

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Pessoas se reúnem na ilha de Giglio, à espera de notícias dos passageiros do navio de cruzeiro Costa Concordia
Em 13 de janeiro de 2012, o cruzeiro Costa Concordia navegava na costa da Isola del Giglio, província de Grosseto, na Itália.
O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino
O navio, que pesava cerca de 114,5 mil toneladas, tombou em 80º com aproximadamente 4.229 pessoas a bordo.
Os passageiros foram informados que havia sido uma falha elétrica e permaneceram no navio. O alarme demorou a ser acionado.
A Netflix estreou, nessa sexta-feira (10/7), o documentário Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia.
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A Netflix estreou, nessa sexta-feira (10/7), o documentário Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia.

Courtesy of Netflix © 2026
Pessoas se reúnem na ilha de Giglio, à espera de notícias dos passageiros do navio de cruzeiro Costa Concordia
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Pessoas se reúnem na ilha de Giglio, à espera de notícias dos passageiros do navio de cruzeiro Costa Concordia

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Em 13 de janeiro de 2012, o cruzeiro Costa Concordia navegava na costa da Isola del Giglio, província de Grosseto, na Itália.
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Em 13 de janeiro de 2012, o cruzeiro Costa Concordia navegava na costa da Isola del Giglio, província de Grosseto, na Itália.

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O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino
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O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino

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O navio, que pesava cerca de 114,5 mil toneladas, tombou em 80º com aproximadamente 4.229 pessoas a bordo.
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O navio, que pesava cerca de 114,5 mil toneladas, tombou em 80º com aproximadamente 4.229 pessoas a bordo.

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Os passageiros foram informados que havia sido uma falha elétrica e permaneceram no navio. O alarme demorou a ser acionado.
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Os passageiros foram informados que havia sido uma falha elétrica e permaneceram no navio. O alarme demorou a ser acionado.

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32 pessoas morreram no acidente, que também reuniu dezenas de feridos.
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32 pessoas morreram no acidente, que também reuniu dezenas de feridos.

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Na época, investigações indicaram que o comandante Francesco Schettino fez um "saluto", aproximação não programada da costa da Ilha de Giglio para "homenagear" moradores locais.
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Na época, investigações indicaram que o comandante Francesco Schettino fez um "saluto", aproximação não programada da costa da Ilha de Giglio para "homenagear" moradores locais.

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Schettino foi condenado, em 2015, a 16 anos e 1 mês de prisão por homicídio culposo múltiplo, lesões e abandono de embarcação.
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Schettino foi condenado, em 2015, a 16 anos e 1 mês de prisão por homicídio culposo múltiplo, lesões e abandono de embarcação.

John Cantlie/Getty Images
Detalhe dos danos sofridos pelo Costa Concordia após a colisão que se tornou alvo das investigações
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Detalhe dos danos sofridos pelo Costa Concordia após a colisão que se tornou alvo das investigações

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O Costa Concordia foi endireitado com sucesso durante uma complexa operação. Posteriormente, a embarcação foi rebocada para desmonte. Foi a primeira vez que o procedimento, conhecido como parbuckling, foi executado em um navio deste porte
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O Costa Concordia foi endireitado com sucesso durante uma complexa operação. Posteriormente, a embarcação foi rebocada para desmonte. Foi a primeira vez que o procedimento, conhecido como parbuckling, foi executado em um navio deste porte

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O navio de cruzeiro Costa Concordia, naufragado, permanece parcialmente submerso
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O navio de cruzeiro Costa Concordia, naufragado, permanece parcialmente submerso

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Tragédia do Costa Concórdia

  • Costa Concordia, Francesco Schettino, cumpre pena de 16 anos e um mês de prisão pelo naufrágio que matou 32 pessoas na Itália, em 2012.
  • O caso voltou a ganhar destaque com a estreia do documentário Naufrágio: O Pesadelo do Costa Concordia, da Netflix.
  • O acidente aconteceu em janeiro de 2012, quando o navio atingiu rochas próximo à ilha de Giglio, na Toscana.
  • A tragédia teve 32 mortos e inúmeros feridos.
  • A Justiça italiana apontou erros de navegação e falta de cautela do comandante durante a manobra.
  • Schettino ficou conhecido como “capitão covarde” após abandonar a embarcação antes do fim do resgate dos passageiros.

Segundo a advogada do ex-comandante, Francesca Carnicelli, a desistência ocorreu por causa de “dificuldades com a proposta de trabalho que havia sido submetida” à Justiça.

“O procedimento foi encerrado”, afirmou a defensora, acrescentando que a decisão partiu do próprio Schettino “porque não havia mais condições”. Ela também disse que um novo pedido poderia ser apresentado caso existam condições futuras.

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Schettino foi condenado definitivamente em 2017 e já tem direito a alguns benefícios previstos para detentos com bom comportamento, como saídas temporárias.

O naufrágio do Costa Concordia

O acidente ocorreu na noite de 13 de janeiro de 2012, quando o Costa Concordia navegava próximo à ilha de Giglio, na região da Toscana. O navio atingiu rochas, teve o casco danificado e acabou tombando no mar.

Na ocasião, mais de 4 mil pessoas estavam a bordo. O acidente deixou 32 mortos, e o corpo da última vítima só foi localizado em novembro de 2014, quando a embarcação já estava em processo de desmontagem em um estaleiro de Gênova.

Durante cerca de dois anos e meio, os moradores da ilha de Giglio conviveram com o navio de milhares de toneladas encalhado próximo à costa.

Condenação de Schettino

Segundo a Justiça italiana, o comandante manteve uma rota e uma velocidade consideradas inadequadas ao realizar uma aproximação da ilha, prática conhecida como “saudação” ou “saluto”, feita para aproximar navios de cruzeiro de áreas turísticas.

A decisão apontou que Schettino não teve o nível de “diligência, prudência e perícia necessário” durante a manobra, que terminou com a colisão contra as rochas.

O ex-capitão também ficou conhecido internacionalmente como “capitão covarde” após abandonar o navio antes da conclusão do resgate dos passageiros.

Durante a tragédia, uma conversa entre Schettino e o oficial da Guarda Costeira italiana Gregorio De Falco ganhou repercussão mundial. Ao saber que o comandante havia deixado a embarcação, De Falco ordenou: “Vada a bordo, cazzo” (“Volte a bordo, caralho”, em tradução livre).