Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Televisão

Mrs. América e Pátria estreiam discutindo terrorismo e luta feminista

Fox e HBO lançam as novas produções que têm forte contexto político

27/09/2020 05:00
Fox/Divulgação
Mrs. América e Pátria estreiam discutindo terrorismo e luta feminista

O mundo da política e dos jogos de poder sempre influenciaram produções da televisão, do cinema e, mais recentemente, do streaming. Seja com pegadas mais humorísticas, como Veep, ou em dramas, a exemplo de Todos os Homens do Presidente, o tema esteve presente. Agora, a partir deste domingo (27/9), duas produções estreiam no Brasil mantendo a tradição: Mrs. America e Pátria.

O Metrópoles teve acesso aos primeiros episódios das duas produções, que, à sua maneira, narram momentos históricos e lutas sociais distintos. Pátria vai ao ar neste domingo (27/9), às 21h, na HBO.

A produção, baseada no livre homônimo de Fernando Aramburu, traz um olhar ficcional sobre os conflitos separatistas no País Basco, que por décadas marcou a história da Espanha. Na base da trama, que perpassa duas famílias, está as ações do grupo ETA.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A vida de Bittori (Elena Irureta) e sua família muda completamente no dia em que o ETA (grupo separatista basco) mata seu marido, Txato (José Ramón Soroiz), na porta de casa. As relações com a família de sua amiga Miren (Ane Gabarain), cujo filho milita no grupo nacionalista, são cortadas, gerando grandes conflitos.

Os dramas entre as duas famílias é o pano de fundo para uma verdadeira aula de história, passada pelos anos de conflito, pelas mortes, pelas lutas políticas e, principalmente, pelas dores humanas ao longo do processo.

A luta feminista

Cate Blanchett é uma das vozes mais ativas no debate feminista em Hollywood – em 2018, por exemplo, liderou um grupo de atrizes demandando respeito e igualdade salarial para mulheres na indústria do entretenimento.

Grande atriz, ela topou um grande desafio: viver a conservadora Phyllis Schlafly, na série Mrs. América. A personagem foi uma ativista que lutou contra a emenda dos direitos iguais, nos anos 1970, nos Estados Unidos.

Como de costume, Cate Blanchett entrega uma atuação incrível à personagem, disputando o Emmy 2020 de Melhor Atriz – vencido por Regina King. Mrs. América, que estreia na Fox nesta terça-feira (29/9), às 23h, mostra o confronto de duas visões nos EUA.

De um lado, as mulheres que lutavam por direitos iguais, lideradas por Shirley Chisholm (Uzo Aduba – vencedora do Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante em 2020). No outro, um grupo de conservadores, conduzido por Schlafly.

Mrs. América e Pátria estreiam discutindo terrorismo e luta feminista - destaque galeria
5 imagens
Sarah Paulson também está na produção
Mrs. América discute a aprovação da emenda de direitos iguais
A trama se passa nos anos 1970, nos Estados Unidos
Uzo Aduba ganhou o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação de Shirley Chisholm
Cate Blanchett como Phyllis Schlafly em Mrs. America
1 de 5

Cate Blanchett como Phyllis Schlafly em Mrs. America

Fox/Divulgação
Sarah Paulson também está na produção
2 de 5

Sarah Paulson também está na produção

Fox/Divulgação
Mrs. América discute a aprovação da emenda de direitos iguais
3 de 5

Mrs. América discute a aprovação da emenda de direitos iguais

Fox/Divulgação
A trama se passa nos anos 1970, nos Estados Unidos
4 de 5

A trama se passa nos anos 1970, nos Estados Unidos

Fox/Divulgação
Uzo Aduba ganhou o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação de Shirley Chisholm
5 de 5

Uzo Aduba ganhou o Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação de Shirley Chisholm

Fox/Divulgação

Mrs. America narra os acontecimentos ocorridos durante a década de 1970 nos Estados Unidos, quando foi levado ao congresso o debate pela ratificação da Emenda de Igualdade de Direitos na constituição. Esta emenda, apoiada pelo Movimento de Libertação da Mulher, buscava garantir legalmente a igualdade de direitos em matéria de trabalho, divórcio e propriedade entre homens e mulheres nos Estados Unidos.

Mas o ímpeto revolucionário da chamada Segunda Onda Feminista se viu ofuscado pelo surgimento na cena pública de um setor da sociedade norte-americana que, até aquele momento, não tinha voz e que passou a defender os direitos das mulheres donas de casa, que decidiram se organizar e lutar também.

Cada episódio narra em ordem cronológica os caminhos percorridos por esses dois movimentos, começando em 1972, quando na iminência da emenda ser aprovada no Congresso dos Estados Unidos, a Câmara dos Deputados estabeleceu um prazo de sete anos para que a mesma fosse aprovada em 38 estados, o que seria finalizado somente em 1979.