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Maju Coutinho passou por um susto e um baita estresse num voo da França para o Brasil, na noite de quinta (7/6) para sexta-feira. Ela estava no país para participar do Fórum Internacional de Meteorologia. O avião deveria ter decolado às 23h, mas uma falha técnica e um possível fogo em uma das turbinas atrasaram a decolagem e tiraram do sério a jornalista e o resto dos passageiros. Ela relatou o drama no seu perfil do Instagram.

Segundo Maju, pouco antes da partida, o comandante avisou sobre um problema técnico na aeronave, que levaria cerca de 40 minutos para ser resolvido. Decorrido o prazo, ele fez um novo aviso, pedindo aos passageiros mais 30 minutos, dessa vez para reiniciar o sistema eletrônico do avião. O terceiro contato do piloto, já quase 2 horas depois, foi para avisar que o voo finalmente decolaria. Teve início, então, uma confusão a bordo.

“Uma passageira jurou ter visto fogo em uma das turbinas do avião e acabou incendiando grande parte da galera que já estava inflamada de tanto estresse. Reclamações, então, viraram gritaria, que logo culminou em histeria”, detalhou.

Na sequência, mesmo com todas as questões técnicas solucionadas, o piloto avisou que a aeronave não sairia do chão por questões de segurança – no caso, por causa do pânico dos passageiros. “Mesmo depois do comandante ter jurado que poderíamos voar com total segurança, muita gente continuava gritando e pedindo para não decolar. Uma passageira ligou para a família no Brasil e recebeu o seguinte conselho: Se insistirem em levantar voo, invada a cozinha do avião e jogue a louça e a comida no chão”.

Dormir para não surtar e rir pra não chorar: a sabedoria do passageiro do voo 8101. (PARTE 1) Conheci um sábio japonês de Tókio no voo 8101 Paris-São Paulo. Ele não tinha pinta de Senhor Miyagi, personagem do filme Karate Kid. Koh Akiyama, esse era o nome do japonês do voo, parecia mais com Jackie Chan, o famoso ator honconguês que muitas vezes me fez rir com seus filmes de Kung Fu. Para mim, Jackie Chan é o Didi Mocó das artes marciais. Por falar em Didi e em cinema, o voo que peguei teve cenas de comédia e de terror. O avião deveria sair de Paris às onze da noite, mas pouco antes da partida, o comandante avisou que havia um problema eletrônico que levaria quarenta minutos para ser resolvido. Passado o tempo previsto, veio um novo aviso: era necessário esperar mais trinta minutos para a reiniciar o sistema eletrônico do avião. No terceiro comunicado, quase duas horas depois do início do problema, o piloto disse que tudo estava solucionado e decolaríamos assim que a torre de controle autorizasse. Porém, antes de finalmente decolarmos,uma passageira jurou ter visto fogo em uma das turbinas do avião e acabou incendiando grande parte da galera que já estava inflamada de tanto stress. Reclamações, então, viraram gritaria que logo culminou em histeria. O TEXTO CONTINUA NO PRÓXIMO POST.

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PARTE 2 Eu recorri à respiração que faço em minhas meditações diárias para manter o mínimo de serenidade e sanidade. Ponderei que o piloto, zelando pela própria vida, jamais voaria se não estivesse tudo em ordem com a aeronave. O meu lado catastrófico até lembrou de Andreas Lubitz, o copiloto que teria jogado um avião contra os Alpes franceses matando 150 pessoas, em 2015. Entretanto,quando vi o piloto do voo 8101 Paris-São Paulo conversando com vários passageiros,conclui que não se tratava de alguém com instinto suicida. Ele dizia estar ansioso para chegar ao Brasil, ir à loja de materiais de construção para comprar os últimos itens que deixariam sua churrasqueira prontinha para ser inaugurada no sábado, num almoço de família. Só que os compromissos do comandante, os meus e os dos outros trezentos passageiros tiveram que ser adiados, pois o voo foi cancelado. Segundo o piloto, em situações de pânico o avião não sai do chão por questões de segurança. E era o pânico que imperava, pois mesmo depois do comandante ter garantido que poderíamos voar com total segurança, muita gente continuava gritando e pedindo pra não decolar. Uma passageira ligou pra família no Brasil e recebeu o seguinte conselho: “se insistirem em levantar voo, invada a cozinha do avião e jogue a louça e a comida no chão.” No meio de todo esse caos,o japonês Koh Akiyama, sentado na minha frente, simplesmente reclinou sua poltrona, cobriu-se com um edredom e dormiu até ser avisado pela aeromoça que teríamos que voltar para o aeroporto,onde retiraríamos a confirmação da reserva de um hotel para passarmos mais um dia em Paris. Sábio Koh Ahyama!

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