Crítica: “Lady Night”, de Tatá Werneck, é hilário e viciante
O talk-show da humorista é tudo aquilo que Adnet não conseguiu realizar na Globo
atualizado
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“Lady Night”, que estreou nessa segunda (10/4), merece o título de melhor surpresa televisiva de 2017 — até agora, é claro. O programa de entrevistas comandado por Tatá Werneck é aquilo que Marcelo Adnet tentou com o “Adnight”, mas não conseguiu: faz rir (e muito).
O carisma e o humor de Tatá Werneck são conhecidos. Na TV fechada (o programa passa no Multishow), a liberdade da mente alucinada da humorista domina o palco. Na estreia, ela recebeu Bruna Marquezine e o resultado foi excelente.As esquetes (“Vaza daqui com seu peito de pera maravilhoso”), a entrevista e a interação das duas já mostram que agora temos um programa de humor para chamar de nosso.
Tatá se destaca pela sagacidade e por trazer elementos de um humor que anda esquecido por aqui: o nonsense. Ela não é o “Hermes & Renato”, mas utiliza bastantes técnicas do estilo.
Outra marca da apresentadora, ao menos na estreia, é que ela não tenta brilhar o tempo todo (como, enfadonhamente, faz Adnet). Tatá dá espaço para Bruna, que detonou ao contar a história de Nova York.
Durante outra esquete memorável, Tatá e Bruna Marquezine se beijam, brincam com a perseguição da mídia e a obsessão de todos em saber com quem as duas namoram.
Nesta terça-feira (11), o programa vai para o segundo episódio com a participação da cantora Anitta. Tudo indica que será maravilhoso.

