Crítica: 3ª temporada de The Boys é brutal, cínica e muito divertida
O Metrópoles teve acesso aos oito episódios da atual temporada, que serão disponibilizados semanalmente no Amazon Prime Video
atualizado
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The Boys surgiu, há três anos, como uma grande novidade no cenário de filmes e séries de heróis. Tratar os (até hoje) protagonistas da cultura pop por um viés cínico, violento e por vezes sádico transformou esse produto pouco conhecido dos quadrinhos em hit. Agora, a empreitada parte para a terceira temporada no Amazon Prime Video, com estreia nesta sexta-feira (3/7), reforçando o que tornou a franquia um sucesso: brutalidade, ironia e críticas social e econômica.
O Metrópoles teve acesso aos oito episódios da atual temporada, que serão disponibilizados semanalmente no Amazon Prime Video. Em linhas gerais, The Boys insere poucas mudanças na trama principal — a disputa entre Butcher e o Capitão Pátria—, mas abre pontas interessantes para o futuro da franquia.
A principal novidade — e, convenhamos, não é nenhum spoiler — é a chegada de Soldier Boy (Jensen Ackles). Uma fina ironia ao modelo herói militar do início dos quadrinhos — Capitão América, é você? O personagem traz à The Boys o conflito que guia a terceira temporada, além de novas camadas de (perdão da palavra) escrotidão, arrogância e gatilhos.
Este último é importante porque, e sem maiores detalhes para não ter spoiler, é Soldier Boy quem dispara gatilhos em Capitão Pátria e em Butcher, cada um à sua maneira, é claro. Mas, talvez como em nenhuma das outras sequências, fica claro as similaridades entre os dois antagonistas.
Crítica social
Mas, é válido dizer, há certa repetição no enredo: um mundo polarizado, onde algumas pessoas perderam (se já tiveram) o medo de defender o fascismo abertamente. Porém, mesmo sem grandes novidades, é ainda interessante como The Boys toca nessas feridas sociais.
Aliás, a pandemia está presente por meio de uma metáfora que envolve o próprio Soldier Boy. Ele voltou mesmo? Ou é mentira? O que vale são os fatos ou a verdade que a gente escolhe acreditar? Capitão Pátria pode fazer a “América grande” novamente? Essas questões perpassam a terceiro temporada de The Boys em um triste retrato da sociedade atual.
Por fim, é crucial como o roteiro aborda o cinismo que grandes corporações de entretenimento (alô, Disney) tratam as diversidades sociais, políticas, sexuais e raciais… tudo é um negócio promissor e é bom nunca se comprometer demais.
Mesmo com alguma repetição, a nova temporada de The Boys cumpre a função de divertir em meio à muita brutalidade, certa crítica e um cinismo absurdo sobre a sociedade. Tudo com direito a uma orgia de heróis.
Avaliação: ótimo










