A série da Netflix “13 Reasons Why” proliferou o pensamento suicidas entre jovens. Essa é a constatação de um estudo realizado pela Universidade Estadual de San Diego, nos Estados Unidos. Os dados foram divulgados na revista “JAMA Internal Medicine”.

De acordo com o relatório do trabalho universitário, houve um aumento de 19% no número de buscas pela palavra “suicídio” na internet após o lançamento da série. O termo “como se suicidar” cresceu em 26%, “cometer suicídio”, 18%, e “como se matar”, 9%.

Ao mesmo tempo, a procura por termos como “prevenção ao suicídio” e “serviço de ajuda a suicidas” também aumentaram: 23% e 12%, respectivamente. Para chegar a estes resultados, os pesquisadores analisaram os dados do Google Trends nos Estados Unidos.

 

O período analisado foi do dia 31 de março de 2017, data do lançamento do seriado, a 18 de abril, quando o ex-jogador de futebol americano Aaron Hernandez se suicidou.

O pesquisador conclui seu trabalho afirmando que a série deveria ser retirada do ar e ser adaptada para estar de acordo com os padrões acordados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Uma das mudanças necessárias seria a retirada de cenas que contenham atos suicidas.

Ainda assim, a plataforma de streaming anunciou que fará uma 2ª temporada de “13 Reasons Why”. De acordo com um dos produtores-executivos da série, Brian Yorkey, as histórias dos 12 personagens das fitas de Hannah serão exploradas com mais detalhes. Ainda não há data de lançamento.

A série
Inspirado no livro “Os 13 Porquês”, de Jay Asher, a trama mostra o cotidiano de uma escola após Hannah Baker (Katherine Langford) tirar a própria vida. Após o suicídio, a adolescente deixa 13 fitas cassetes com confissões sobre as razões de ter tomado uma atitude tão extremada.

O pacote cai nas mãos de Clay Jensen (Dylan Minnette), jovem que era apaixonado pela menina. A partir daí, o rapaz tenta juntar todas as informações e compreender os 13 porquês do suicídio de Hannah.